O professor Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna. «Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.» Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros
desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas
e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts
da imaginação.»
O problema central está na família e na escola.
«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma: «o jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas.
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura. «o conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem teto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»
- O OBJETIVO DESTE É UNIR FORÇAS E DESCOBRIR UM JEITO DE TER SUCESSO NO TRABALHO QUE AMAMOS FAZER; TRATANDO A ATIVIDADE ARTESANAL COMO PROFISSÃO E TUDO MAIS O QUE SE RELACIONAR.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
RoseArtFibra: COMO SER UMA ARTESÃ PROFISSIONAL
RoseArtFibra: COMO SER UMA ARTESÃ PROFISSIONAL: "1 – Marca Crie sua marca, ou um logótipo para por nos seus trabalhos. Vc pode imprimir em papel e colar nos trabalhos, ou fazer em etiqueta..."
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Boa Tarde!
“Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e
a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior.
Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior alivia a inferior culpa; a superior perdoa, a inferior condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!”
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Incentivo do Sebrae ao artesanato brasileiro
Nas 27 Unidades Federativas do país, o Sebrae investe em estratégias de atuação diferenciadas que possibilitam o desenvolvimento de cada categoria de artesanato, mantendo, entretanto, os valores simbólicos dos modelos culturais.
- Ampliar as oportunidades de ocupação e renda;
- Contribuir para a formalização do setor;
- Ampliar o acesso ao crédito e à capitalização;
- Promover o acesso a tecnologias adequadas ao aumento e melhoria da capacidade produtiva;
- Utilizar a inovação como um dos fatores de diferenciação do produto artesanal;
- Promover a educação empreendedora;
- Promover a cultura da cooperação, estimulando a criação e o fortalecimento de associações e cooperativas;
- Promover o acesso a mercados;
- Utilizar o marketing como uma das ferramentas para impulsionar a competitividade;
- Resgatar a cultura como fator de agregação de valor ao artesanato, promovendo produtos com a "cara brasileira”;
- Disponibilizar informações sobre a utilização racional dos recursos naturais, segundo os postulados da legislação ambiental;
- Socializar o acesso às informações e ao conhecimento no âmbito do setor artesanal;
- Articular parcerias para aumentar a participação do artesanato na produção nacional e para o conseqüente fortalecimento do setor.
http://www.sebrae.com.br/setor/artesanato/sobre-artesanato/artesanato-no-sebrae/integra_bia?ident_unico=649
Marcadores:
ESTRATEGIA,
FINANCIAMENTO,
REGISTRO DA EMPRESA
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Cresce a formalização do trabalho no Brasil, diz estudo
Um dos empurrões para o crescimento das empresas formais foi a Lei do Microempreendedor Individual, em vigor desde junho
Agência Estado
Aos poucos a formalização avança no Brasil e reduz o universo dos trabalhadores informais que ganham a vida em casa ou nas ruas. É o que mostram dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Segundo o pesquisador Marcelo Neri, do Centro de Pesquisas Sociais (CPS) da FGV, a parte da população na categoria empregador aumentou de 3.347.564 (2007) para 4.095.249 (2008). Em parte isso acontece pela pressão dos formalizados sobre os informais.
"Imagine o impacto do McDonald's na Rocinha na vida do vendedor de churrasquinho. Isso acontece em diferentes tipos de negócio", analisa Neri.
Um dos empurrões para o crescimento das empresas formais foi a Lei do Microempreendedor Individual, em vigor desde junho. A previsão era que até dezembro se chegasse a cem mil microempresários regularizados. Mas 2009 fecha com 110 mil, segundo previsão do Ministério do Desenvolvimento e do Sebrae. A adesão não foi maior porque nos primeiros meses o site para a regularização das empresas teve problemas.
Empreendedores
Outra peculiaridade de 2009 foi que pela primeira vez o número de empreendedores brasileiros por vocação superou os que procuraram ter o próprio negócio por necessidade, segundo pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que mede a taxa de empreendedorismo em vários países, inclusive no Brasil. A relação, que normalmente era de 50%, passou a ser de dois terços para aqueles com vocação contra um terço para os abrem um negócio por necessidade. O estudo é feito pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), com o apoio do Sebrae.
"Isso tem a ver com o aumento da escolaridade e com o contexto econômico, que permite um melhor planejamento dos negócios. Além disso, os brasileiros estão cada vez mais interessados em adquirir conhecimento antes de montar um negócio", diz Ricardo Tortorella, superintendente do Sebrae de São Paulo.
Essas mudanças têm refletido também no índice de mortalidade das pequenas empresas. Há dez anos, a cada cem que abriam, 40 quebravam. Hoje a relação é de 27 para cem. Tortorella acredita que as micro e pequenas empresas foram as menos afetadas pela crise no último ano. Sem tradição exportadora, não sofreram com a retração no consumo internacional.
Cheguei lá
Aldir, empreendedor nato, deixou Itapipoca, no interior do Ceará, em 1992 com destino a São Paulo na esperança de retornar à cidade natal como um homem de negócios bem sucedido. Com nove anos ele já ajudava os pais que tinham uma banca de frutas na rua. Foi aí, como um ajudante de ambulante, que Aldir tomou gostou pelo trabalho nas ruas e viu a possibilidade daquele ser seu ganha-pão.
Hoje aos 36 anos, Francisco Aldir Pereira Teixeira espera voltar a Itapipoca com a mulher Francisca Ardilene Magalhães Teixeira, a Lena, em breve para rever a família e mostrar como a vida mudou nos 17 anos em que vive em São Paulo. Há cinco meses o casal abriu uma loja de bijuterias no centro da cidade. Pequena, mas tudo muito caprichado. Os dois revezam entre as compras e o atendimento à clientela, com a ajuda de duas funcionárias - registradas, segundo Aldir. Além disso, o ex-ambulante tem uma funcionária num pequeno box de bijuterias, também no centro, e dois funcionários que trabalham em sociedade nas ruas da cidade.
O começo, é claro, foi difícil. Quando chegou a São Paulo, Aldir trabalhou como garçom por seis meses. Ficou mais um período na cidade e teve mais algumas idas e vindas entre São Paulo e Itapipoca. Até que decidiu que precisaria insistir. No começo dividiu um pequeno quarto com outros quatro cearenses. Decidiu que seria ambulante e vendeu de tudo um pouco: bolsas, doces, cachorro-quente, óculos, cachecol e guarda-chuva. Ele nem se lembra de quantas vezes precisou fugir da fiscalização. "Tive muita sorte de conseguir escapar tantas vezes. Esse é o maior risco para os camelôs, perder a mercadoria para o rapa e ver todo o dinheiro investido ir embora", conta.
Apesar das fugas da fiscalização, dos dias debaixo de chuva, do sol forte e de sofrer com o frio paulistano, Aldir persistiu. Quando chovia vendia guarda-chuva. No frio oferecia meia e cachecol. Assim conseguiu juntar dinheiro para alugar o box para vender bijuterias. Os negócios progrediram e ele montou a segunda loja. Hoje Aldir já fala em ter um terceiro ponto.
Falta de preparo
Mas nem todo mundo chega às mesmas conquistas de Aldir. Rosimeire Rodrigues, ex-moradora de rua, é camelô na rua São Bento, no centro de São Paulo, há dois anos. Vende chocolate e água. Quando surge algum produto da moda, como as pulseirinhas coloridas de borracha que viraram febre entre as adolescentes, ela procura diversificar. Com o aumento da fiscalização da Prefeitura e da Polícia Militar, ela já se acostumou com a rotina de fechar a caixa de chocolates, pegar o cavalete e se embrenhar no meio dos pedestres. É só ouvir "olha o rapa, olha o rapa" e ela desaparece.
Ela não tem ideia do que é capital de giro ou outros termos do mundo dos negócios. Sabe que precisa pagar o chocolate comprado em um atacado à vista, com dinheiro. Gasta por volta de R$ 27 na caixa grande, com 21 unidades. Vende um chocolate por R$ 2 e três por R$ 5. Rosemeire calcula que ganha por volta de R$ 100 por dia. Por enquanto, segundo ela, não sobrou dinheiro para luxos. Ela e o marido, que ajuda nos negócios, moram de aluguel.
Pela experiência de Alexandre Tadeu da Costa, Rosimeire teria de mudar o jeito de administrar os negócios se quisesse progredir como microempresária. Precisaria reinvestir os ganhos no negócio para crescer e com o tempo se formalizar. Foi o que o dono da Cacau Show fez.
Porta em porta
Costa virou empresário aos 17 anos. Inconformado por ter de trabalhar na família que se dividia entre vários negócios porta a porta, e ser tratado como "café-com-leite" por ser o caçula da família, ele decidiu partir para o próprio negócio. Pegou um catálogo de chocolates que a mãe guardava em casa e saiu pela vizinhança pegando encomendas para a Páscoa. Só esqueceu de checar na empresa se havia ovos de chocolate de todos os tamanhos.
Com a encomenda pela metade, teve a ideia de pegar US$ 500 emprestados com um tio e correu para um atacado que vendia chocolates. Conheceu Dona Cleuza, que se sensibilizou com o sufoco do jovem e se propôs a ajudá-lo a dar conta da encomenda. Os dois passaram mais de 24 horas na cozinha até conseguir atender a todos os pedidos. Assim surgiu a Cacau Show, a maior rede do ramo no Brasil, com 750 lojas e previsão de faturamento de RS$ 270 milhões em 2009 - 70% a mais do que em 2008.
"Sempre brinco que a minha faculdade foi a 25 de março. Tem gente com problema que se abate. Outros procuram uma saída. É assim que pode surgir um empreendedor. No sufoco, sem trabalho, ele compra a caixa de doce por R$ 10 e vende por R$ 20. O segredo é sempre reinvestir o ganho e pensar onde se quer chegar."
Costa lembra que começar um negócio no Brasil não é fácil. Primeiro pela falta de capital para os informais. Além disso, a dificuldade em regularização da empresa. "Logo no início ouvi do Pedro Passos, da Natura, que seu eu quisesse ser grande, teria de ser formal. Foi o que fiz um ano depois de começar minha empresa." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Os textos veiculados pela Agência Sebrae de Notícias podem ser reproduzidas gratuitamente, apenas para fins jornalísticos, mediante a citação da agência. Para mais informações, os jornalistas devem telefonar para (61) 3348-7494 ou (61) 2107.9362, no horário das 10h às 19h.
http://asn.interjornal.com.br/noticia.kmf?noticia=9357848&canal=36
Agência Estado
Aos poucos a formalização avança no Brasil e reduz o universo dos trabalhadores informais que ganham a vida em casa ou nas ruas. É o que mostram dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Segundo o pesquisador Marcelo Neri, do Centro de Pesquisas Sociais (CPS) da FGV, a parte da população na categoria empregador aumentou de 3.347.564 (2007) para 4.095.249 (2008). Em parte isso acontece pela pressão dos formalizados sobre os informais.
"Imagine o impacto do McDonald's na Rocinha na vida do vendedor de churrasquinho. Isso acontece em diferentes tipos de negócio", analisa Neri.
Um dos empurrões para o crescimento das empresas formais foi a Lei do Microempreendedor Individual, em vigor desde junho. A previsão era que até dezembro se chegasse a cem mil microempresários regularizados. Mas 2009 fecha com 110 mil, segundo previsão do Ministério do Desenvolvimento e do Sebrae. A adesão não foi maior porque nos primeiros meses o site para a regularização das empresas teve problemas.
Empreendedores
Outra peculiaridade de 2009 foi que pela primeira vez o número de empreendedores brasileiros por vocação superou os que procuraram ter o próprio negócio por necessidade, segundo pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que mede a taxa de empreendedorismo em vários países, inclusive no Brasil. A relação, que normalmente era de 50%, passou a ser de dois terços para aqueles com vocação contra um terço para os abrem um negócio por necessidade. O estudo é feito pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), com o apoio do Sebrae.
"Isso tem a ver com o aumento da escolaridade e com o contexto econômico, que permite um melhor planejamento dos negócios. Além disso, os brasileiros estão cada vez mais interessados em adquirir conhecimento antes de montar um negócio", diz Ricardo Tortorella, superintendente do Sebrae de São Paulo.
Essas mudanças têm refletido também no índice de mortalidade das pequenas empresas. Há dez anos, a cada cem que abriam, 40 quebravam. Hoje a relação é de 27 para cem. Tortorella acredita que as micro e pequenas empresas foram as menos afetadas pela crise no último ano. Sem tradição exportadora, não sofreram com a retração no consumo internacional.
Cheguei lá
Aldir, empreendedor nato, deixou Itapipoca, no interior do Ceará, em 1992 com destino a São Paulo na esperança de retornar à cidade natal como um homem de negócios bem sucedido. Com nove anos ele já ajudava os pais que tinham uma banca de frutas na rua. Foi aí, como um ajudante de ambulante, que Aldir tomou gostou pelo trabalho nas ruas e viu a possibilidade daquele ser seu ganha-pão.
Hoje aos 36 anos, Francisco Aldir Pereira Teixeira espera voltar a Itapipoca com a mulher Francisca Ardilene Magalhães Teixeira, a Lena, em breve para rever a família e mostrar como a vida mudou nos 17 anos em que vive em São Paulo. Há cinco meses o casal abriu uma loja de bijuterias no centro da cidade. Pequena, mas tudo muito caprichado. Os dois revezam entre as compras e o atendimento à clientela, com a ajuda de duas funcionárias - registradas, segundo Aldir. Além disso, o ex-ambulante tem uma funcionária num pequeno box de bijuterias, também no centro, e dois funcionários que trabalham em sociedade nas ruas da cidade.
O começo, é claro, foi difícil. Quando chegou a São Paulo, Aldir trabalhou como garçom por seis meses. Ficou mais um período na cidade e teve mais algumas idas e vindas entre São Paulo e Itapipoca. Até que decidiu que precisaria insistir. No começo dividiu um pequeno quarto com outros quatro cearenses. Decidiu que seria ambulante e vendeu de tudo um pouco: bolsas, doces, cachorro-quente, óculos, cachecol e guarda-chuva. Ele nem se lembra de quantas vezes precisou fugir da fiscalização. "Tive muita sorte de conseguir escapar tantas vezes. Esse é o maior risco para os camelôs, perder a mercadoria para o rapa e ver todo o dinheiro investido ir embora", conta.
Apesar das fugas da fiscalização, dos dias debaixo de chuva, do sol forte e de sofrer com o frio paulistano, Aldir persistiu. Quando chovia vendia guarda-chuva. No frio oferecia meia e cachecol. Assim conseguiu juntar dinheiro para alugar o box para vender bijuterias. Os negócios progrediram e ele montou a segunda loja. Hoje Aldir já fala em ter um terceiro ponto.
Falta de preparo
Mas nem todo mundo chega às mesmas conquistas de Aldir. Rosimeire Rodrigues, ex-moradora de rua, é camelô na rua São Bento, no centro de São Paulo, há dois anos. Vende chocolate e água. Quando surge algum produto da moda, como as pulseirinhas coloridas de borracha que viraram febre entre as adolescentes, ela procura diversificar. Com o aumento da fiscalização da Prefeitura e da Polícia Militar, ela já se acostumou com a rotina de fechar a caixa de chocolates, pegar o cavalete e se embrenhar no meio dos pedestres. É só ouvir "olha o rapa, olha o rapa" e ela desaparece.
Ela não tem ideia do que é capital de giro ou outros termos do mundo dos negócios. Sabe que precisa pagar o chocolate comprado em um atacado à vista, com dinheiro. Gasta por volta de R$ 27 na caixa grande, com 21 unidades. Vende um chocolate por R$ 2 e três por R$ 5. Rosemeire calcula que ganha por volta de R$ 100 por dia. Por enquanto, segundo ela, não sobrou dinheiro para luxos. Ela e o marido, que ajuda nos negócios, moram de aluguel.
Pela experiência de Alexandre Tadeu da Costa, Rosimeire teria de mudar o jeito de administrar os negócios se quisesse progredir como microempresária. Precisaria reinvestir os ganhos no negócio para crescer e com o tempo se formalizar. Foi o que o dono da Cacau Show fez.
Porta em porta
Costa virou empresário aos 17 anos. Inconformado por ter de trabalhar na família que se dividia entre vários negócios porta a porta, e ser tratado como "café-com-leite" por ser o caçula da família, ele decidiu partir para o próprio negócio. Pegou um catálogo de chocolates que a mãe guardava em casa e saiu pela vizinhança pegando encomendas para a Páscoa. Só esqueceu de checar na empresa se havia ovos de chocolate de todos os tamanhos.
Com a encomenda pela metade, teve a ideia de pegar US$ 500 emprestados com um tio e correu para um atacado que vendia chocolates. Conheceu Dona Cleuza, que se sensibilizou com o sufoco do jovem e se propôs a ajudá-lo a dar conta da encomenda. Os dois passaram mais de 24 horas na cozinha até conseguir atender a todos os pedidos. Assim surgiu a Cacau Show, a maior rede do ramo no Brasil, com 750 lojas e previsão de faturamento de RS$ 270 milhões em 2009 - 70% a mais do que em 2008.
"Sempre brinco que a minha faculdade foi a 25 de março. Tem gente com problema que se abate. Outros procuram uma saída. É assim que pode surgir um empreendedor. No sufoco, sem trabalho, ele compra a caixa de doce por R$ 10 e vende por R$ 20. O segredo é sempre reinvestir o ganho e pensar onde se quer chegar."
Costa lembra que começar um negócio no Brasil não é fácil. Primeiro pela falta de capital para os informais. Além disso, a dificuldade em regularização da empresa. "Logo no início ouvi do Pedro Passos, da Natura, que seu eu quisesse ser grande, teria de ser formal. Foi o que fiz um ano depois de começar minha empresa." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Os textos veiculados pela Agência Sebrae de Notícias podem ser reproduzidas gratuitamente, apenas para fins jornalísticos, mediante a citação da agência. Para mais informações, os jornalistas devem telefonar para (61) 3348-7494 ou (61) 2107.9362, no horário das 10h às 19h.
http://asn.interjornal.com.br/noticia.kmf?noticia=9357848&canal=36
Marcadores:
EXPERIENCIAS,
REGISTRO DA EMPRESA
Mapa da mina
Pesquisa mostra que os empresários brasileiros ainda desconhecem o potencial de vendas do e-commerce. Para quem apostou na ferramenta, os lucros foram altos em 2009
Da Redação
A cultura do chamado e-commerce ainda engatinha no Brasil. Apesar de 66% das empresas do país manterem uma página eletrônica ativa na rede, são poucos os que exploram a internet para vendas. Um estudo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) revelou que, do total de empresários que afirmaram ter site do negócio, 36% não implementaram o recurso para comercializar seus produtos. Quase metade dos consultados na pesquisa — 46% — entendem que não há a necessidade de usar a ferramenta. Outros 13% disseram que não trabalhavam com o canal de vendas por falta de conhecimento do assunto.
Trabalhar com o serviço de e-commerce, de fato, não é uma tarefa simples. O processo inicial requer planejamento detalhado de estrutura e necessidades da empresa. Além disso, a ferramenta demanda um sistema de logística complexo, que garanta a eficiência das entregas. Outro fator primordial é a segurança para que os dados de usuários possam ser fornecidos, e os pagamentos, realizados sem qualquer empecilho. Por outro lado, o comércio eletrônico proporciona mais uma oportunidade para a empresa lucrar. Esse recurso é um novo ponto de vendas que, muitas vezes, transforma-se no mais rentável da marca.
Um dado curioso que chama a atenção no estudo divulgado pela ACSP aponta que 76% das grandes empresas, teoricamente mais bem estruturadas, não têm o serviço de e-commerce para vender seus produtos e não utilizam a ferramenta para comprar de fornecedores. Enquanto isso, as pequenas empresas despontam como empreendedoras virtuais. São elas as que mais usam o recurso, com 46% do total. Em seguida, no ranking das empresas que são adeptas do e-commerce, estão as médias, com 38%, e as micros, com 34%.
“Interessante quando analisamos que micros, pequenas e médias empresas possuem um percentual acima das grandes empresas na realização de compras ou vendas online. Isso demonstra que esses empresários estão mais atentos às novas ferramentas e às oportunidades de expansão de seus empreendimentos. Porém, mesmo entre esses empreendedores, o índice daqueles que utilizam esse recurso é muito baixo”, pontua, em trecho do estudo, a especialista em estratégias digitais e superintendente de Marketing da ACSP, Sandra Turchi.
Planejamento
Fausto Freire é consultor em e-commerce e explica que o principal entrave para a implementação das vendas online é a logística. De acordo com ele, é necessária uma análise detalhada de como todo o processo funcionaria para cada produto. Alguns dos itens vendidos podem ser enviados pelo correio, o que facilita para a empresa. No entanto, outros dependem de armazenamento especial e precisam de transportes específicos para serem entregues. Freire também alerta para a qualidade da página eletrônica, que deve ser atrativa para os internautas.
“Grande parte das empresas montou o site durante a popularização da internet, quando a rede ainda oferecia poucas opções de interatividade e a página funcionava mais como um cartão de visitas. Com a evolução da web, o e-commerce ganhou força. Um bom e-commerce deve oferecer uma vitrine para a avaliação dos produtos, uma ferramenta para que os clientes possam tirar dúvidas, uma logística bem organizada capaz de manter o bom funcionamento da loja virtual e a boa segurança, para deixar o consumidor tranquilo na hora de realizar o pagamento”, afirma Freire. Ele diz, ainda, que o investimento, dependendo da complexidade do processo, pode ser altíssimo. Porém, em alguns casos, é possível instalar um sistema de vendas online por R$ 10 mil.
Quem apostou no e-commerce não se arrependeu. O sucesso do comércio eletrônico é latente no Brasil. Um exemplo disso é que foram batidos recordes de vendas no Natal de 2009. O segmento foi responsável por movimentar, entre 15 de novembro de 24 de dezembro, R$ 1,6 bilhão. A quantia é 28% maior que o obtido em 2008, na mesma época (R$ 1,2 bilhão). Desta vez, a grande vedete ficou por conta dos livros. Os eletrodomésticos também tiveram boa saída, principalmente por causa da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Ganhando mercado
O Grupo Educacional Alub resolveu investir no e-commerce no ano passado. A procura por cursos era muito alta e não atendia a demanda. A solução foi comercializar aulas ao vivo pela rede mundial de computadores. Assim, a página eletrônica da empresa, que funciona desde 2001, vai oferecer o serviço a partir de janeiro. “Nós temos um serviço de alcance nacional, e a estrutura física não comporta o número de pedidos. Então, o comércio eletrônico foi uma saída que, apesar do custo inicial alto, mostrou-se viável e vantajosa, porque agrega outros valores à nossa marca e facilita a vida do estudante”, acredita Alexandre Crispi, diretor da instituição de ensino.
O alto custo é, de fato, um grande problema enfrentado, especialmente, para os donos de empresas menores. Cléber Teixeira, proprietário da rede de restaurantes Brasil Vexado, alega que o empreendimento ainda não aderiu ao e-commerce por questões financeiras. A marca trabalha com entregas de pedidos feitos por telefone, mas a integração com a internet é difícil e cara. “É complicado, porque trabalho com produtos perecíveis, e o serviço precisa ter uma sincronia afinada para que o cliente não espere a comida por muito tempo. Pesquisei e sei que vale a pena investir no comércio eletrônico porque ele pode aumentar as vendas em até 10%. Para isso, a credibilidade é essencial”, ressalta.
O consultor em e-commerce Fausto Freire corrobora a ideia de Teixeira. Para ele, o sucesso da empresa na rede mundial de computadores é proporcional à credibilidade da marca. Freire destaca, também, que não adianta apenas uma página eletrônica atrativa, se não houver uma análise estrutural e um projeto que passe confiança ao internauta. “Eu insisto em um planejamento bem feito porque o e-commerce é uma ferramenta muito importante para a empresa, mas que, para funcionar bem, precisa de um projeto consistente”, conclui.
"Apesar do custo inicial alto, o comércio eletrônico é viável e vantajoso, e agrega valores à nossa marca"
Alexandre Crispi, diretor do Alub.
Os textos veiculados pela Agência Sebrae de Notícias podem ser reproduzidas gratuitamente, apenas para fins jornalísticos, mediante a citação da agência. Para mais informações, os jornalistas devem telefonar para (61) 3348-7494 ou (61) 2107.9362, no horário das 10h às 19h.
http://asn.interjornal.com.br/noticia.kmf?noticia=9358896&canal=36
Da Redação
A cultura do chamado e-commerce ainda engatinha no Brasil. Apesar de 66% das empresas do país manterem uma página eletrônica ativa na rede, são poucos os que exploram a internet para vendas. Um estudo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) revelou que, do total de empresários que afirmaram ter site do negócio, 36% não implementaram o recurso para comercializar seus produtos. Quase metade dos consultados na pesquisa — 46% — entendem que não há a necessidade de usar a ferramenta. Outros 13% disseram que não trabalhavam com o canal de vendas por falta de conhecimento do assunto.
Trabalhar com o serviço de e-commerce, de fato, não é uma tarefa simples. O processo inicial requer planejamento detalhado de estrutura e necessidades da empresa. Além disso, a ferramenta demanda um sistema de logística complexo, que garanta a eficiência das entregas. Outro fator primordial é a segurança para que os dados de usuários possam ser fornecidos, e os pagamentos, realizados sem qualquer empecilho. Por outro lado, o comércio eletrônico proporciona mais uma oportunidade para a empresa lucrar. Esse recurso é um novo ponto de vendas que, muitas vezes, transforma-se no mais rentável da marca.
Um dado curioso que chama a atenção no estudo divulgado pela ACSP aponta que 76% das grandes empresas, teoricamente mais bem estruturadas, não têm o serviço de e-commerce para vender seus produtos e não utilizam a ferramenta para comprar de fornecedores. Enquanto isso, as pequenas empresas despontam como empreendedoras virtuais. São elas as que mais usam o recurso, com 46% do total. Em seguida, no ranking das empresas que são adeptas do e-commerce, estão as médias, com 38%, e as micros, com 34%.
“Interessante quando analisamos que micros, pequenas e médias empresas possuem um percentual acima das grandes empresas na realização de compras ou vendas online. Isso demonstra que esses empresários estão mais atentos às novas ferramentas e às oportunidades de expansão de seus empreendimentos. Porém, mesmo entre esses empreendedores, o índice daqueles que utilizam esse recurso é muito baixo”, pontua, em trecho do estudo, a especialista em estratégias digitais e superintendente de Marketing da ACSP, Sandra Turchi.
Planejamento
Fausto Freire é consultor em e-commerce e explica que o principal entrave para a implementação das vendas online é a logística. De acordo com ele, é necessária uma análise detalhada de como todo o processo funcionaria para cada produto. Alguns dos itens vendidos podem ser enviados pelo correio, o que facilita para a empresa. No entanto, outros dependem de armazenamento especial e precisam de transportes específicos para serem entregues. Freire também alerta para a qualidade da página eletrônica, que deve ser atrativa para os internautas.
“Grande parte das empresas montou o site durante a popularização da internet, quando a rede ainda oferecia poucas opções de interatividade e a página funcionava mais como um cartão de visitas. Com a evolução da web, o e-commerce ganhou força. Um bom e-commerce deve oferecer uma vitrine para a avaliação dos produtos, uma ferramenta para que os clientes possam tirar dúvidas, uma logística bem organizada capaz de manter o bom funcionamento da loja virtual e a boa segurança, para deixar o consumidor tranquilo na hora de realizar o pagamento”, afirma Freire. Ele diz, ainda, que o investimento, dependendo da complexidade do processo, pode ser altíssimo. Porém, em alguns casos, é possível instalar um sistema de vendas online por R$ 10 mil.
Quem apostou no e-commerce não se arrependeu. O sucesso do comércio eletrônico é latente no Brasil. Um exemplo disso é que foram batidos recordes de vendas no Natal de 2009. O segmento foi responsável por movimentar, entre 15 de novembro de 24 de dezembro, R$ 1,6 bilhão. A quantia é 28% maior que o obtido em 2008, na mesma época (R$ 1,2 bilhão). Desta vez, a grande vedete ficou por conta dos livros. Os eletrodomésticos também tiveram boa saída, principalmente por causa da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Ganhando mercado
O Grupo Educacional Alub resolveu investir no e-commerce no ano passado. A procura por cursos era muito alta e não atendia a demanda. A solução foi comercializar aulas ao vivo pela rede mundial de computadores. Assim, a página eletrônica da empresa, que funciona desde 2001, vai oferecer o serviço a partir de janeiro. “Nós temos um serviço de alcance nacional, e a estrutura física não comporta o número de pedidos. Então, o comércio eletrônico foi uma saída que, apesar do custo inicial alto, mostrou-se viável e vantajosa, porque agrega outros valores à nossa marca e facilita a vida do estudante”, acredita Alexandre Crispi, diretor da instituição de ensino.
O alto custo é, de fato, um grande problema enfrentado, especialmente, para os donos de empresas menores. Cléber Teixeira, proprietário da rede de restaurantes Brasil Vexado, alega que o empreendimento ainda não aderiu ao e-commerce por questões financeiras. A marca trabalha com entregas de pedidos feitos por telefone, mas a integração com a internet é difícil e cara. “É complicado, porque trabalho com produtos perecíveis, e o serviço precisa ter uma sincronia afinada para que o cliente não espere a comida por muito tempo. Pesquisei e sei que vale a pena investir no comércio eletrônico porque ele pode aumentar as vendas em até 10%. Para isso, a credibilidade é essencial”, ressalta.
O consultor em e-commerce Fausto Freire corrobora a ideia de Teixeira. Para ele, o sucesso da empresa na rede mundial de computadores é proporcional à credibilidade da marca. Freire destaca, também, que não adianta apenas uma página eletrônica atrativa, se não houver uma análise estrutural e um projeto que passe confiança ao internauta. “Eu insisto em um planejamento bem feito porque o e-commerce é uma ferramenta muito importante para a empresa, mas que, para funcionar bem, precisa de um projeto consistente”, conclui.
"Apesar do custo inicial alto, o comércio eletrônico é viável e vantajoso, e agrega valores à nossa marca"
Alexandre Crispi, diretor do Alub.
Os textos veiculados pela Agência Sebrae de Notícias podem ser reproduzidas gratuitamente, apenas para fins jornalísticos, mediante a citação da agência. Para mais informações, os jornalistas devem telefonar para (61) 3348-7494 ou (61) 2107.9362, no horário das 10h às 19h.
http://asn.interjornal.com.br/noticia.kmf?noticia=9358896&canal=36
Marcadores:
EXPERIENCIAS,
REGISTRO DA EMPRESA
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Novo registro do Empreendedor Individual
01.01.2010 | 08:00
Simplificação
Novo registro do Empreendedor Individual começa a funcionar em todo o País
Resolução aprovada nesta quarta-feira prevê modelo mais simples no registro desses empreendedores, sem exigência de entregar formulários em papel nas Juntas comerciais nem assinaturas físicas
Dilma Tavares
Brasília - Está confirmado: a partir da segunda quinzena deste mês de janeiro, a formalização do Empreendedor Individual estará aberta em todos os Estados do País. O sistema de registro, que é feito via internet no Portal do Empreendedor, será mais simples. Não haverá, por exemplo, a necessidade de preencher ou entregar formulários em papel nas Juntas Comerciais ou assinar documentos presencialmente.
É o que estabelece resolução aprovada em dezembro pelo Comitê para a Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da legalização de Empresas e negócios (Redesim). Pela resolução, a atividade do empreendedor Individual poderá funcionar de imediato. O sistema já emitirá Alvará e Licença de Funcionamento Provisório, além de um certificado que o identifica como Empreendedor Individual, medida que facilita comprovar sua condição para a Fiscalização.
A resolução também veda qualquer cobrança, por parte da União, Estados, municípios e Distrito Federal, de qualquer valor referente à inscrição ou início da atividade do empreendedor individual, “especialmente quanto às taxas, emolumentos e demais custos relativos à abertura, inscrição, registro, alvará, licença, arquivamento, permissões, autorizações e cadastro”.
O Empreendedor Individual integra a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (inserido via Lei complementar 128/09) e possibilita a formalização dos empreendedores por conta própria com receita bruta anual de até R$ 36 mil por ano. Entre os exemplos estão manicures, costureiras, pipoqueiros e chaveiros. Atualmente as inscrições estão sendo feitas no Distrito Federal e nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo e Ceará. A meta do governo e de entidades parceiras como o Sebrae é formalizar, até o final de 2010, um milhão de empreendedores.
“Com os aperfeiçoamentos no sistema de inscrição, essa meta é perfeitamente factível”, acredita Edson Lupatini, secretário-executivo do Comitê para Gestão da Rede Nacional para a simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) e secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O Sebrae também integra o comitê. De acordo com o presidente da Instituição, Paulo Okamotto, este ano o Sebrae deflagrará uma série de ações para orientar esses empreendedores. Entre as medidas está o chamado atendimento negócio a negócio, que levará orientação até os seus locais de trabalho. “Vamos contratar quantos consultores forem necessários para atender a um milhão de empreendedores”, assegurou. A consultoria vai desde o processo de formalização até orientações que possibilitem o aumento da produtividade e da competitividade das atividades econômicas desenvolvidas por esse público.
Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7138 e 2107-9362 www.agenciasebrae.com.br
Os textos veiculados pela Agência Sebrae de Notícias podem ser reproduzidas gratuitamente, apenas para fins jornalísticos, mediante a citação da agência. Para mais informações, os jornalistas devem telefonar para (61) 3348-7494 ou (61) 2107.9362, no horário das 10h às 19h.
http://asn.interjornal.com.br/noticia.kmf?noticia=9309015&canal=208
Simplificação
Novo registro do Empreendedor Individual começa a funcionar em todo o País
Resolução aprovada nesta quarta-feira prevê modelo mais simples no registro desses empreendedores, sem exigência de entregar formulários em papel nas Juntas comerciais nem assinaturas físicas
Dilma Tavares
Brasília - Está confirmado: a partir da segunda quinzena deste mês de janeiro, a formalização do Empreendedor Individual estará aberta em todos os Estados do País. O sistema de registro, que é feito via internet no Portal do Empreendedor, será mais simples. Não haverá, por exemplo, a necessidade de preencher ou entregar formulários em papel nas Juntas Comerciais ou assinar documentos presencialmente.
É o que estabelece resolução aprovada em dezembro pelo Comitê para a Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da legalização de Empresas e negócios (Redesim). Pela resolução, a atividade do empreendedor Individual poderá funcionar de imediato. O sistema já emitirá Alvará e Licença de Funcionamento Provisório, além de um certificado que o identifica como Empreendedor Individual, medida que facilita comprovar sua condição para a Fiscalização.
A resolução também veda qualquer cobrança, por parte da União, Estados, municípios e Distrito Federal, de qualquer valor referente à inscrição ou início da atividade do empreendedor individual, “especialmente quanto às taxas, emolumentos e demais custos relativos à abertura, inscrição, registro, alvará, licença, arquivamento, permissões, autorizações e cadastro”.
O Empreendedor Individual integra a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (inserido via Lei complementar 128/09) e possibilita a formalização dos empreendedores por conta própria com receita bruta anual de até R$ 36 mil por ano. Entre os exemplos estão manicures, costureiras, pipoqueiros e chaveiros. Atualmente as inscrições estão sendo feitas no Distrito Federal e nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo e Ceará. A meta do governo e de entidades parceiras como o Sebrae é formalizar, até o final de 2010, um milhão de empreendedores.
“Com os aperfeiçoamentos no sistema de inscrição, essa meta é perfeitamente factível”, acredita Edson Lupatini, secretário-executivo do Comitê para Gestão da Rede Nacional para a simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) e secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O Sebrae também integra o comitê. De acordo com o presidente da Instituição, Paulo Okamotto, este ano o Sebrae deflagrará uma série de ações para orientar esses empreendedores. Entre as medidas está o chamado atendimento negócio a negócio, que levará orientação até os seus locais de trabalho. “Vamos contratar quantos consultores forem necessários para atender a um milhão de empreendedores”, assegurou. A consultoria vai desde o processo de formalização até orientações que possibilitem o aumento da produtividade e da competitividade das atividades econômicas desenvolvidas por esse público.
Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7138 e 2107-9362 www.agenciasebrae.com.br
Os textos veiculados pela Agência Sebrae de Notícias podem ser reproduzidas gratuitamente, apenas para fins jornalísticos, mediante a citação da agência. Para mais informações, os jornalistas devem telefonar para (61) 3348-7494 ou (61) 2107.9362, no horário das 10h às 19h.
http://asn.interjornal.com.br/noticia.kmf?noticia=9309015&canal=208
Marcadores:
REGISTRO DA EMPRESA
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
O artesão e a contribuição para o INSS
A grande maioria dos artesãos está em atividade informal e não tem beneficio algum, porém movimentam uma parcela significativa da economia. O cidadão que exerce qualquer atividade remunerada, entre elas a produção artesanal, é segurado obrigatório da Previdência Social.
As pessoas que trabalham sem carteira assinada podem aderir ao Plano Simplificado de Previdência Social, que permite contribuir com 11% sobre o salário mínimo, garantindo aposentadoria por idade (recebendo um salário minimo) auxílio-doença, salário maternidade, pensão por morte para os beneficiários, auxílio-reclusão e aposentadoria por invalidez.
Através de carnê (adquirido em papelarias) e com nº do PIS, efetua-se o recolhimento nas agências bancárias ou casas lotéricas até o dia 15 de cada mês( ou de três em três meses), no código 1473 (Recolhimento Mensal). É de suma importância obter maiores esclarecimentos na Agência do INSS mais próxima ou através do site www.previdenciasocial.gov.br ou pelo telefone 135.
Perguntas mais freqüentes:
- Como o artesão se inscreve na Previdência Social?
Geralmente, o artesão exerce uma atividade autônoma, por conta própria. Nesse caso, a sua inscrição na Previdência deve ser como Contribuinte Individual (ex-autônomo).
Mas o artesão também pode ser trabalhador rural, empregado, empregado doméstico, cooperado, servidor público, etc.
- Como fica a situação do trabalhador rural (segurado especial) que também é artesão?
O artesão continua como Trabalhador Rural, Segurado Especial, desde que utilize material do próprio meio onde vive para a sua produção artesanal.
O artesão só deixará de ser Segurado Especial se passar a adquirir de terceiros o material para a sua produção artesanal, tornando-se, nesse caso, Contribuinte Individual.
- E se o artesão for empregado, trabalhador avulso ou empregado doméstico?
Nesses casos, como já tem vínculo obrigatório com a Previdência, deve observar sobre qual valor já contribui para a Previdência. Se contribuir com valor abaixo do valor máximo, o artesão precisa inscrever-se como Contribuinte Individual e definir sobre quanto quer contribuir.
Deve ser observado que a soma do valor do salário mais o valor-base da contribuição como artesão (Contribuinte Individual) não deve ultrapassar o valor máximo.
Se já contribui como empregado pelo valor máximo, o artesão não precisa fazer nada, porque já está com suas obrigações previdenciárias atendidas.
- E se os artesãos forem uma cooperativa?
Como membro de cooperativa de produção, o artesão deve inscrever-se como Contribuinte Individual.
- E se o artesão for servidor público?
Se o artesão pertencer a Regime Próprio de Previdência, municipal, estadual ou federal, terá que se inscrever na Previdência, na condição de Contribuição Individual.
- Como o artesão se inscreve na previdência?
PREVFone: 0800780191
PREVNet: www.previdenciasocial.gov.br
PREVFácil: Terminal de auto-atendimento
- Qual o valor da contribuição mensal?
Como Contribuinte Individual, a contribuição mensal é de 20% sobre o valor que desejar contribuir, variando desde o salário mínimo até o teto da previdência.
As pessoas que trabalham sem carteira assinada podem aderir ao Plano Simplificado de Previdência Social, que permite contribuir com 11% sobre o salário mínimo.
- Qual o dia do pagamento da contribuição?
A contribuição do Segurado Especial vence no dia 2 de cada mês. A contribuição do Contribuinte Individual vence no dia 15 de cada mês.
Fonte : Aprendendo a exportar
http://artesanatossempre.blogspot.com/search/label/dicas%20burocr%C3%A1ticas
As pessoas que trabalham sem carteira assinada podem aderir ao Plano Simplificado de Previdência Social, que permite contribuir com 11% sobre o salário mínimo, garantindo aposentadoria por idade (recebendo um salário minimo) auxílio-doença, salário maternidade, pensão por morte para os beneficiários, auxílio-reclusão e aposentadoria por invalidez.
Através de carnê (adquirido em papelarias) e com nº do PIS, efetua-se o recolhimento nas agências bancárias ou casas lotéricas até o dia 15 de cada mês( ou de três em três meses), no código 1473 (Recolhimento Mensal). É de suma importância obter maiores esclarecimentos na Agência do INSS mais próxima ou através do site www.previdenciasocial.gov.br ou pelo telefone 135.
Perguntas mais freqüentes:
- Como o artesão se inscreve na Previdência Social?
Geralmente, o artesão exerce uma atividade autônoma, por conta própria. Nesse caso, a sua inscrição na Previdência deve ser como Contribuinte Individual (ex-autônomo).
Mas o artesão também pode ser trabalhador rural, empregado, empregado doméstico, cooperado, servidor público, etc.
- Como fica a situação do trabalhador rural (segurado especial) que também é artesão?
O artesão continua como Trabalhador Rural, Segurado Especial, desde que utilize material do próprio meio onde vive para a sua produção artesanal.
O artesão só deixará de ser Segurado Especial se passar a adquirir de terceiros o material para a sua produção artesanal, tornando-se, nesse caso, Contribuinte Individual.
- E se o artesão for empregado, trabalhador avulso ou empregado doméstico?
Nesses casos, como já tem vínculo obrigatório com a Previdência, deve observar sobre qual valor já contribui para a Previdência. Se contribuir com valor abaixo do valor máximo, o artesão precisa inscrever-se como Contribuinte Individual e definir sobre quanto quer contribuir.
Deve ser observado que a soma do valor do salário mais o valor-base da contribuição como artesão (Contribuinte Individual) não deve ultrapassar o valor máximo.
Se já contribui como empregado pelo valor máximo, o artesão não precisa fazer nada, porque já está com suas obrigações previdenciárias atendidas.
- E se os artesãos forem uma cooperativa?
Como membro de cooperativa de produção, o artesão deve inscrever-se como Contribuinte Individual.
- E se o artesão for servidor público?
Se o artesão pertencer a Regime Próprio de Previdência, municipal, estadual ou federal, terá que se inscrever na Previdência, na condição de Contribuição Individual.
- Como o artesão se inscreve na previdência?
PREVFone: 0800780191
PREVNet: www.previdenciasocial.gov.br
PREVFácil: Terminal de auto-atendimento
- Qual o valor da contribuição mensal?
Como Contribuinte Individual, a contribuição mensal é de 20% sobre o valor que desejar contribuir, variando desde o salário mínimo até o teto da previdência.
As pessoas que trabalham sem carteira assinada podem aderir ao Plano Simplificado de Previdência Social, que permite contribuir com 11% sobre o salário mínimo.
- Qual o dia do pagamento da contribuição?
A contribuição do Segurado Especial vence no dia 2 de cada mês. A contribuição do Contribuinte Individual vence no dia 15 de cada mês.
Fonte : Aprendendo a exportar
http://artesanatossempre.blogspot.com/search/label/dicas%20burocr%C3%A1ticas
Marcadores:
CAPACITAÇÃO,
FORMAÇÃO
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
O poder da disciplina
Vários autores indicam insistentemente a inovação como fator imprescindível para o crescimento consistente, por isso, espero que já esteja claro para o universo empresarial que os grandes sucumbirão aos mais ágeis; que as inovações radicais continuam ocorrendo na maioria dos mercados, produtos ou serviços; que as freqüentes alterações no ambiente de negócio exigem maior resiliência nos modos de pensar e agir de toda organização.
Deixemos de lado o poder de improviso, pois ele serve para salvar uma situação perdida, aquela na qual se aceita um resultado próximo ao projetado. Refiro-me à criatividade no desenvolvimento de um produto, serviço ou modelo diferenciado de oferta de ambos e que tenha valor agregado.
Então, o que falta para o sucesso empresarial? Criatividade? Não creio! Especialmente para nós, brasileiros, que nos intitulamos “povo criativo”. Devemos ter é mais disciplina na implantação ou execução do planejado.
Todos nós já passamos por isso: quantas idéias de projetos pessoais já tivemos? Iniciar uma atividade física, dietas, leituras, interromper vícios nocivos à saúde, entre outros. Chegamos até a marcar datas de início, bons planejadores que somos. Quantos desses conseguimos implantar com sucesso? Isso ocorre também nas organizações. Então, qual a solução desse impasse? Parar de ter idéias fantásticas? Não acredito, pois seria inibir a evolução!
Convido-os a buscar a fórmula com nossos ídolos. Treinadores de futebol, vôlei e atletas em geral, que obtêm sucesso – todos eles têm em comum não apenas idéias fantásticas, mas a capacidade e o foco para executá-las.
Disciplina é um bom tempero! Com disciplina, mesmo que você esteja trabalhando uma idéia razoável, terá a resposta clara dos resultados a serem obtidos. Assim, poderá achar melhores alternativas para redirecionar as ações e alcançar o resultado planejado. Falo em rever as táticas para atingir os resultados do planejamento estratégico. Sem disciplina você nunca encontrará o valor da sua idéia. Seria ela realmente boa?
Disciplina é questão de dedicação, é o fator-chave de sucesso para qualquer idéia que se imagine. Traçar um bom plano sem disciplina na execução é passatempo! Não traz o resultado esperado. É frustrante para toda a organização! Em resumo, como vários estrategistas de renome internacional já disseram: “não importa que você tenha poucas idéias, mas na hora de executá-las, implemente-as com disciplina”
Encontre esta reportagem em:
http://pegntv.globo.com/Pegn/0,6993,LIC330969-5015,00.html
Deixemos de lado o poder de improviso, pois ele serve para salvar uma situação perdida, aquela na qual se aceita um resultado próximo ao projetado. Refiro-me à criatividade no desenvolvimento de um produto, serviço ou modelo diferenciado de oferta de ambos e que tenha valor agregado.
Então, o que falta para o sucesso empresarial? Criatividade? Não creio! Especialmente para nós, brasileiros, que nos intitulamos “povo criativo”. Devemos ter é mais disciplina na implantação ou execução do planejado.
Todos nós já passamos por isso: quantas idéias de projetos pessoais já tivemos? Iniciar uma atividade física, dietas, leituras, interromper vícios nocivos à saúde, entre outros. Chegamos até a marcar datas de início, bons planejadores que somos. Quantos desses conseguimos implantar com sucesso? Isso ocorre também nas organizações. Então, qual a solução desse impasse? Parar de ter idéias fantásticas? Não acredito, pois seria inibir a evolução!
Convido-os a buscar a fórmula com nossos ídolos. Treinadores de futebol, vôlei e atletas em geral, que obtêm sucesso – todos eles têm em comum não apenas idéias fantásticas, mas a capacidade e o foco para executá-las.
Disciplina é um bom tempero! Com disciplina, mesmo que você esteja trabalhando uma idéia razoável, terá a resposta clara dos resultados a serem obtidos. Assim, poderá achar melhores alternativas para redirecionar as ações e alcançar o resultado planejado. Falo em rever as táticas para atingir os resultados do planejamento estratégico. Sem disciplina você nunca encontrará o valor da sua idéia. Seria ela realmente boa?
Disciplina é questão de dedicação, é o fator-chave de sucesso para qualquer idéia que se imagine. Traçar um bom plano sem disciplina na execução é passatempo! Não traz o resultado esperado. É frustrante para toda a organização! Em resumo, como vários estrategistas de renome internacional já disseram: “não importa que você tenha poucas idéias, mas na hora de executá-las, implemente-as com disciplina”
Encontre esta reportagem em:
http://pegntv.globo.com/Pegn/0,6993,LIC330969-5015,00.html
Quanto você vale?
Profissionais à deriva no mercado reclamando da falta de oportunidades, enquanto empresas buscam desesperadamente por profissionais qualificados, investindo alto em head hunters, importando mão-de-obra de outros países. Esse paradoxo é explicado pelo palestrante e professor de MBA da FGV, Cláudio Tomanini, como resultado de um comportamento acomodado e irresponsável de muitos profissionais.
“Quem quer sair do lugar e construir carreira precisa estar disposto a batalhar, a aceitar desafios, e principalmente, a investir em sua própria imagem”, explica Tomanini. “As pessoas gostam de se espelhar em profissionais bem-sucedidos, mas só olham para as conquistas, esquecem de avaliar o esforço empregado para se atingir o topo”, diz o professor.
Traçar um plano de carreira, munir-se de informações sobre o mercado e sobre sua área de atuação, investir em aprimoramento pessoal e na própria imagem, são algumas das ações fundamentais para que os profissionais alcancem objetivos mais arrojados.
E aqueles que já ocupam os famosos “cargos executivos”? Segundo Tomanini, eles também não estão a salvo. As empresas esperam de seus profissionais aprimoramento constante, e nem tudo é a organização que deve oferecer. “Algumas empresas investem em seus funcionários fortemente, mas eles também devem, paralelamente, preocupar-se com o seu mercado e com a sua forma de trabalho, melhorando sempre e trazendo resultados constantemente”, afirma o professor.
O executivo não pode ser somente aquele que “executa”, ou seja, um mero “tarefeiro”. O sucesso só depende das oportunidades e do esforço individual do profissional, que deve buscar novas metodologias e processos de trabalho e fugir da “síndrome do enviar e receber” – quando não há e-mails, não há o que ser feito.
“O valor de cada profissional depende diretamente dos seus resultados e da imagem que transmite aos seus colegas e superiores. Assim como um produto que tem qualidade e ao mesmo tempo, marca forte”, explica Tomanini. Para os que estão inertes tanto fora quanto dentro das empresas, o primeiro passo é se questionar: “Quanto estou valendo para o mercado?” e ir à luta.
Encontre esta reportagem em:
http://pegntv.globo.com/Pegn/0,6993,LIC331453-5015,00.html
“Quem quer sair do lugar e construir carreira precisa estar disposto a batalhar, a aceitar desafios, e principalmente, a investir em sua própria imagem”, explica Tomanini. “As pessoas gostam de se espelhar em profissionais bem-sucedidos, mas só olham para as conquistas, esquecem de avaliar o esforço empregado para se atingir o topo”, diz o professor.
Traçar um plano de carreira, munir-se de informações sobre o mercado e sobre sua área de atuação, investir em aprimoramento pessoal e na própria imagem, são algumas das ações fundamentais para que os profissionais alcancem objetivos mais arrojados.
E aqueles que já ocupam os famosos “cargos executivos”? Segundo Tomanini, eles também não estão a salvo. As empresas esperam de seus profissionais aprimoramento constante, e nem tudo é a organização que deve oferecer. “Algumas empresas investem em seus funcionários fortemente, mas eles também devem, paralelamente, preocupar-se com o seu mercado e com a sua forma de trabalho, melhorando sempre e trazendo resultados constantemente”, afirma o professor.
O executivo não pode ser somente aquele que “executa”, ou seja, um mero “tarefeiro”. O sucesso só depende das oportunidades e do esforço individual do profissional, que deve buscar novas metodologias e processos de trabalho e fugir da “síndrome do enviar e receber” – quando não há e-mails, não há o que ser feito.
“O valor de cada profissional depende diretamente dos seus resultados e da imagem que transmite aos seus colegas e superiores. Assim como um produto que tem qualidade e ao mesmo tempo, marca forte”, explica Tomanini. Para os que estão inertes tanto fora quanto dentro das empresas, o primeiro passo é se questionar: “Quanto estou valendo para o mercado?” e ir à luta.
Encontre esta reportagem em:
http://pegntv.globo.com/Pegn/0,6993,LIC331453-5015,00.html
A importância das competências comportamentais
O mercado busca profissionais bem preparados tecnicamente para assumir cargos de liderança e estratégicos, mas nem sempre os candidatos estão preparados para lidar com as dificuldades de ordem comportamental e emocional que virão pela frente, perdendo oportunidades de desenvolverem um futuro brilhante. Segundo o coach e psicoterapeuta da Ápice Desenvolvimento Humano, Plínio de Souza, isso acontece porque as pessoas não estão totalmente preparadas emocionalmente para a sucessão de acontecimentos em sua vida profissional.
"O jovem acaba de sair da faculdade e entra para o mercado de trabalho repleto de vontade e habilidades técnicas, embora ainda esteja muito imaturo emocionalmente. Como o nosso sistema de ensino não se preocupa em desenvolver competências emocionais - no geral a escola não nos prepara para isso - somente um percentual pequeno consegue lidar sozinho com os desafios de relacionamentos, comunicação, pressão, exposição, jogo político, etc”, explica Plínio de Souza, da Ápice Desenvolvimento Humano.
Para superar estes obstáculos, Plínio cita duas saídas: por conta própria, o profissional percebe esta ineficiência e procura auxílio profissional para desenvolver novos comportamentos e emoções frente à situação que esta lhe causando problemas e impedindo-o de crescer profissionalmente, ou a empresa investe no treinamento e desenvolvimento dele para tentar reverter a situação e assim reter e potencializar talentos.
“O coaching é uma ferramenta de mudança muito procurada pelos executivos e pelas empresas hoje em dia. Por meio dele é possível desenvolver mudanças comportamentais e emocionais de forma breve, objetiva e muito eficiente”, afirma Plínio de Souza.
Encontre esta reportagem em:
http://pegntv.globo.com/Pegn/0,6993,LIC331454-5015,00.html
"O jovem acaba de sair da faculdade e entra para o mercado de trabalho repleto de vontade e habilidades técnicas, embora ainda esteja muito imaturo emocionalmente. Como o nosso sistema de ensino não se preocupa em desenvolver competências emocionais - no geral a escola não nos prepara para isso - somente um percentual pequeno consegue lidar sozinho com os desafios de relacionamentos, comunicação, pressão, exposição, jogo político, etc”, explica Plínio de Souza, da Ápice Desenvolvimento Humano.
Para superar estes obstáculos, Plínio cita duas saídas: por conta própria, o profissional percebe esta ineficiência e procura auxílio profissional para desenvolver novos comportamentos e emoções frente à situação que esta lhe causando problemas e impedindo-o de crescer profissionalmente, ou a empresa investe no treinamento e desenvolvimento dele para tentar reverter a situação e assim reter e potencializar talentos.
“O coaching é uma ferramenta de mudança muito procurada pelos executivos e pelas empresas hoje em dia. Por meio dele é possível desenvolver mudanças comportamentais e emocionais de forma breve, objetiva e muito eficiente”, afirma Plínio de Souza.
Encontre esta reportagem em:
http://pegntv.globo.com/Pegn/0,6993,LIC331454-5015,00.html
onde vem a criatividade?
Cada vez mais aumenta a compreensão do valor da criatividade em todos os contextos. O dramaturgo francês Molière certa vez contou a história de um homem que perguntou o que era prosa e espantou-se ao descobrir que falara em prosa a vida inteira. Ocorre o mesmo com a criatividade. Muita gente ainda a considera como um atributo misterioso e concedido a uns poucos indivíduos privilegiados, no entanto, todas as pessoas são capazes de acionar o seu potencial criativo.
É importante que as empresas compreendam que criatividade não é um dom pessoal, mas uma capacidade que pode e deve ser desenvolvida. Essa é a primeira barreira a ser ultrapassada, pois impede o acesso a milhares de novas idéias latentes em seus colaboradores. Ser inteligente não basta, é preciso conectar idéias de forma original para fazer a diferença no mercado. As empresas que compreendem isso já deram um passo à frente.
Por isso, é essencial ter uma cultura que estimule o desenvolvimento da criatividade. As empresas devem valorizar as tentativas e não se apegar somente aos resultados imediatos porque criatividade implica assumir riscos. Na verdade, ser criativo envolve várias dimensões: intuição, afetividade, inteligência e razão.
A história traz exemplos bizarros a respeito da inspiração. Isaac Newton produziu a lei da gravidade após observar uma maçã caindo em seu jardim; o poeta Hart Crane se inspirava ouvindo músicas; Mozart fazia ginástica; e Kant trabalhava na cama enrolado em lençóis de uma maneira inventada por ele mesmo. Se tomarmos a inspiração como um estímulo à atividade criadora, poderemos verificar a importância da observação.
Nem sempre um bom observador é criativo, mas diria que o criativo é sempre um bom observador. Você pode enxergar o que todos vêem, mas interpretar de uma forma diferente usando a idéia que surge desse estímulo para a criação de algo novo. Outros elementos também são importantes no processo criativo como o uso do humor, a ousadia e a paixão.
O envolvimento com a tarefa é o combustível que alimenta as possibilidades que à primeira vista parecerem impossíveis. Se encararmos um fato como desafiador e não destruidor tenderemos a reagir de forma positiva e criativa. A criatividade tende a aumentar também quanto temos consciência da nossa própria capacidade criativa e do quanto fazemos uso dela.
Há muitas maneiras de incentivar a criatividade, mas de forma prática, estimulamos a criatividade quando:
1) Estamos envolvidos num projeto,
2) Damos liberdade de criação e encorajamos a expressão de idéias;
3) Aceitamos as diferenças de cada indivíduo;
4) Olhamos as questões sobre diferentes óticas;
5) Ouvimos sem julgamento prévio;
6) Incentivamos a expressão criativa, a ousadia;
7) Ensinamos a resolver problemas e a tomar decisões;
8) Somos um modelo positivo para nossos pares.
Encontre esta reportagem em:
http://pegntv.globo.com/Pegn/0,6993,LIC332292-5015,00.html
É importante que as empresas compreendam que criatividade não é um dom pessoal, mas uma capacidade que pode e deve ser desenvolvida. Essa é a primeira barreira a ser ultrapassada, pois impede o acesso a milhares de novas idéias latentes em seus colaboradores. Ser inteligente não basta, é preciso conectar idéias de forma original para fazer a diferença no mercado. As empresas que compreendem isso já deram um passo à frente.
Por isso, é essencial ter uma cultura que estimule o desenvolvimento da criatividade. As empresas devem valorizar as tentativas e não se apegar somente aos resultados imediatos porque criatividade implica assumir riscos. Na verdade, ser criativo envolve várias dimensões: intuição, afetividade, inteligência e razão.
A história traz exemplos bizarros a respeito da inspiração. Isaac Newton produziu a lei da gravidade após observar uma maçã caindo em seu jardim; o poeta Hart Crane se inspirava ouvindo músicas; Mozart fazia ginástica; e Kant trabalhava na cama enrolado em lençóis de uma maneira inventada por ele mesmo. Se tomarmos a inspiração como um estímulo à atividade criadora, poderemos verificar a importância da observação.
Nem sempre um bom observador é criativo, mas diria que o criativo é sempre um bom observador. Você pode enxergar o que todos vêem, mas interpretar de uma forma diferente usando a idéia que surge desse estímulo para a criação de algo novo. Outros elementos também são importantes no processo criativo como o uso do humor, a ousadia e a paixão.
O envolvimento com a tarefa é o combustível que alimenta as possibilidades que à primeira vista parecerem impossíveis. Se encararmos um fato como desafiador e não destruidor tenderemos a reagir de forma positiva e criativa. A criatividade tende a aumentar também quanto temos consciência da nossa própria capacidade criativa e do quanto fazemos uso dela.
Há muitas maneiras de incentivar a criatividade, mas de forma prática, estimulamos a criatividade quando:
1) Estamos envolvidos num projeto,
2) Damos liberdade de criação e encorajamos a expressão de idéias;
3) Aceitamos as diferenças de cada indivíduo;
4) Olhamos as questões sobre diferentes óticas;
5) Ouvimos sem julgamento prévio;
6) Incentivamos a expressão criativa, a ousadia;
7) Ensinamos a resolver problemas e a tomar decisões;
8) Somos um modelo positivo para nossos pares.
Encontre esta reportagem em:
http://pegntv.globo.com/Pegn/0,6993,LIC332292-5015,00.html
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Vamos refletir!
Ao menos um deles fará com que o seu dia seja melhor...
ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEAVELAND, OHIO.
"Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto, então, aqui está a coluna, mais uma vez:
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.
9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Indepedentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que vc fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como vc se sinta, levante, se vista e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente "__
ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEAVELAND, OHIO.
"Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto, então, aqui está a coluna, mais uma vez:
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.
9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Indepedentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que vc fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como vc se sinta, levante, se vista e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente "__
Marcadores:
EXPERIENCIAS,
mensagem
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Visão
Criação começa com uma clara visão do que estou criando. O que penso que sou, eu me tornarei. Esta é a lei. Como alguém que cria uma linda escultura. Tudo começa com uma imagem na mente. O crescer do amor por essa imagem faz surgir a coragem e o entusiasmo para realizar o trabalho.
Quando abrimos o coração para a mais linda visão de nós mesmos, passamos a nos ver como Deus nos vê. Se tivermos esse quadro interior podemos começar a nos recriar.
Brahma Kumaris
Quando abrimos o coração para a mais linda visão de nós mesmos, passamos a nos ver como Deus nos vê. Se tivermos esse quadro interior podemos começar a nos recriar.
Brahma Kumaris
Encontro em Mato Grosso mostra que artesanato pode ser um bom
11.11.2009 | 12:26
Artesãos
Mais de 300 artesãos de todo o Estado reuniram-se em Cuiabá nesta terça-feira (10) para constatar que o artesanato, mais do
que meio de subsistência, pode tornar-se um bom e lucrativo negócio
Jairo Pitolé Sant’Ana
Para o artesanato ser um negócio, e não apenas um meio de subsistência, é preciso inserir no cotidiano dos artesãos alguns
comportamentos, como eficiência produtiva, visão de futuro, sustentabilidade, inovação e responsabilidade social. A opinião é
do designer, coordenador do Prêmio Top 100 do Artesanato Brasileiro e consultor do Sebrae, Eduardo Barroso. Ele esteve em
Cuiabá como palestrante (com o tema Desafios competitivos para o artesanato brasileiro) do Seminário Artesanato como
Negócio, ocorrido nesta terça-feira (10), no Centro de Eventos do Pantanal.
"O artesão, além de estar vinculado a sua cultura, precisa trabalhar com técnicas e processos que permitam aumentar a
produção, melhorar a qualidade e, ao mesmo tempo, preservar suas referências e sua história", argumenta. Para Barroso, a
constante renovação do portfólio do artesão e visão de futuro são outros grandes desafios para tornar o artesanato
competitivo.
"Se não houver inovação, a peça pode ficar obsoleta, pois o bombardeio de informações cria no consumidor novas
expectativas, gerando novos gostos e preferências a cada estação. O ciclo de vida do produto está cada vez mais curto",
afirma, alertando que não se pode permitir a falta de planejamento da produção e do próprio crescimento. Para ele, um plano
de negócios é fundamental.
Trabalhar com matéria-prima não tóxica e certificada, compartilhar conhecimento com a mão-de-obra empregada e
proporcionar boas condições no espaço de trabalho são outros comportamentos necessários. "Não se pode esperar produto
de qualidade, onde não há qualidade na produção",afirma.
Solidariedade – "Tu me ensina a fazer renda, que eu te ensino a namorar". Para o artista plástico e doutor em Artes
Plásticas pela Sorbonne (Paris), José Alberto Nemer, que falou sobre os desafios da aproximação entre o artesão e o
designer, "o velho baião explica bem como este relacionamento deve ser".
"Deve ser um encontro de interesse mútuo, retro-alimentador. Cabe ao designer entender a produção artesanal como a
materialização de um complexo patrimônio cultural. Ter a consciência de que ao interferir no objeto interfere na mão, na
pessoa que o faz. E, por extensão, na comunidade e na cultura que o originou", continua.
Para Nemer, a aproximação pode ser mais fácil, quando o designer não trabalha apenas com a produção artesanal de uma
comunidade, mas conhece sua história, culinária, música e tradição. "O resultado pode ser a oxigenação do universo
artesanal, evitando sua estagnação e estimulando a organização solidária, com a criação de associações ou cooperativas, por
exemplo. Esta organização permite a aquisição de matérias-primas mais baratas, que se assumam compromissos com
encomendas ou mais agilidades para tratar de questões burocráticas. Solidariedade é fator de sucesso", afirma.
Prova de interesse
Os 300 artesãos que lotaram o Auditório dos Pássaros, no piso do Sol do Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, vieram
de 21 municípios mato-grossenses, alguns deles distantes, como Vila Rica, na divisa com Pará, a 1.260 km de Cuiabá, dos
quais cerca de 400 km sem asfalto.
Uma das representantes da região, Elaine Pfaizer Goulart Haab, viajou dois dias ao lado de outras 40 mulheres para participar
do seminário. Aproveitou para trocar impressões sobre a oficina que participaram em São Félix do Araguaia, onde conheceram
a diferença entre artesanato e trabalho manual – o primeiro é transformado, enquanto o segundo é montado.
"Apesar de não saber a diferença, já estava fazendo artesanato", diz Elaine, que ao lado de outras artesãs, está trabalhando
com motivos da região como peixes, aves (araras vermelhas) e o ipê amarelo. Os textos bordados em panos de prato foram
doados por poetas regionais, entre eles D. Pedro Casaldáliga, ex-bispo de São Félix e que ainda reside por lá.
O seminário, promovido pelo Sebrae/MT, em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Indústria,
Comércio, Minas e Energia (Sicme), reuniu ainda dois casos de sucesso do artesanato local.
Oswaldo Gimenes Greco, 72 anos, das Velas Osvaldo, e Sandra Carvalho, que expõe suas peças semanalmente na Feira do
Artesanato de Cuiabá, apresentaram suas histórias.
Após fechar a oficina de eletrônica –"porque não se conserta mais nada" – seu Osvaldo resolveu buscar uma
alternativa. A filha pagou o curso e hoje ele é o principal produtor e fornecedor de velas decorativas de Cuiabá, além de vender
para Goiânia, Belém do Pará, Vilhena (RO) e interior de Minas Gerais. Até o Natal, Osvaldo inaugura uma nova e ampla loja
na região central da capital do Estado. Começou comprando cinco quilos de parafina e hoje compra duas toneladas da
matéria-prima utilizadas para fabricar milhares de velas – só do modelo mais simples, vende entre duas e três mil
unidades por semana.
Dona Sandra Carvalho, que produz desde pequenos chaveiros a porta-gravatas, com capacidade para 12 unidades, num total
de 27 itens, começou como núcleo de produção familiar. "Como são peças muito diferentes e de tamanhos variados, é
impossível quantificar a produção. Mas de uma coisa tenho certeza, quando comparo a produção atual com a inicial, tenho até
vergonha do passado", diz, revelando o segredo do seu sucesso: "Coloque-se sempre no lugar do outro; aprimore-se
constantemente lembrando que sempre há o que aprender".
Serviço:
Sebrae/MT – 0800-570-0800
www.mt.sebrae.com.br
www.velasosvaldo.com.br
Divulgação
Mesa Bruto, de Bruno Temer, em exposição de Salão de Design e Inovação, no Centro de Eventos do Pantanal
http://asn.interjornal.com.br/noticia.kmf?noticia=9146057&canal=201
Artesãos
Mais de 300 artesãos de todo o Estado reuniram-se em Cuiabá nesta terça-feira (10) para constatar que o artesanato, mais do
que meio de subsistência, pode tornar-se um bom e lucrativo negócio
Jairo Pitolé Sant’Ana
Para o artesanato ser um negócio, e não apenas um meio de subsistência, é preciso inserir no cotidiano dos artesãos alguns
comportamentos, como eficiência produtiva, visão de futuro, sustentabilidade, inovação e responsabilidade social. A opinião é
do designer, coordenador do Prêmio Top 100 do Artesanato Brasileiro e consultor do Sebrae, Eduardo Barroso. Ele esteve em
Cuiabá como palestrante (com o tema Desafios competitivos para o artesanato brasileiro) do Seminário Artesanato como
Negócio, ocorrido nesta terça-feira (10), no Centro de Eventos do Pantanal.
"O artesão, além de estar vinculado a sua cultura, precisa trabalhar com técnicas e processos que permitam aumentar a
produção, melhorar a qualidade e, ao mesmo tempo, preservar suas referências e sua história", argumenta. Para Barroso, a
constante renovação do portfólio do artesão e visão de futuro são outros grandes desafios para tornar o artesanato
competitivo.
"Se não houver inovação, a peça pode ficar obsoleta, pois o bombardeio de informações cria no consumidor novas
expectativas, gerando novos gostos e preferências a cada estação. O ciclo de vida do produto está cada vez mais curto",
afirma, alertando que não se pode permitir a falta de planejamento da produção e do próprio crescimento. Para ele, um plano
de negócios é fundamental.
Trabalhar com matéria-prima não tóxica e certificada, compartilhar conhecimento com a mão-de-obra empregada e
proporcionar boas condições no espaço de trabalho são outros comportamentos necessários. "Não se pode esperar produto
de qualidade, onde não há qualidade na produção",afirma.
Solidariedade – "Tu me ensina a fazer renda, que eu te ensino a namorar". Para o artista plástico e doutor em Artes
Plásticas pela Sorbonne (Paris), José Alberto Nemer, que falou sobre os desafios da aproximação entre o artesão e o
designer, "o velho baião explica bem como este relacionamento deve ser".
"Deve ser um encontro de interesse mútuo, retro-alimentador. Cabe ao designer entender a produção artesanal como a
materialização de um complexo patrimônio cultural. Ter a consciência de que ao interferir no objeto interfere na mão, na
pessoa que o faz. E, por extensão, na comunidade e na cultura que o originou", continua.
Para Nemer, a aproximação pode ser mais fácil, quando o designer não trabalha apenas com a produção artesanal de uma
comunidade, mas conhece sua história, culinária, música e tradição. "O resultado pode ser a oxigenação do universo
artesanal, evitando sua estagnação e estimulando a organização solidária, com a criação de associações ou cooperativas, por
exemplo. Esta organização permite a aquisição de matérias-primas mais baratas, que se assumam compromissos com
encomendas ou mais agilidades para tratar de questões burocráticas. Solidariedade é fator de sucesso", afirma.
Prova de interesse
Os 300 artesãos que lotaram o Auditório dos Pássaros, no piso do Sol do Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, vieram
de 21 municípios mato-grossenses, alguns deles distantes, como Vila Rica, na divisa com Pará, a 1.260 km de Cuiabá, dos
quais cerca de 400 km sem asfalto.
Uma das representantes da região, Elaine Pfaizer Goulart Haab, viajou dois dias ao lado de outras 40 mulheres para participar
do seminário. Aproveitou para trocar impressões sobre a oficina que participaram em São Félix do Araguaia, onde conheceram
a diferença entre artesanato e trabalho manual – o primeiro é transformado, enquanto o segundo é montado.
"Apesar de não saber a diferença, já estava fazendo artesanato", diz Elaine, que ao lado de outras artesãs, está trabalhando
com motivos da região como peixes, aves (araras vermelhas) e o ipê amarelo. Os textos bordados em panos de prato foram
doados por poetas regionais, entre eles D. Pedro Casaldáliga, ex-bispo de São Félix e que ainda reside por lá.
O seminário, promovido pelo Sebrae/MT, em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Indústria,
Comércio, Minas e Energia (Sicme), reuniu ainda dois casos de sucesso do artesanato local.
Oswaldo Gimenes Greco, 72 anos, das Velas Osvaldo, e Sandra Carvalho, que expõe suas peças semanalmente na Feira do
Artesanato de Cuiabá, apresentaram suas histórias.
Após fechar a oficina de eletrônica –"porque não se conserta mais nada" – seu Osvaldo resolveu buscar uma
alternativa. A filha pagou o curso e hoje ele é o principal produtor e fornecedor de velas decorativas de Cuiabá, além de vender
para Goiânia, Belém do Pará, Vilhena (RO) e interior de Minas Gerais. Até o Natal, Osvaldo inaugura uma nova e ampla loja
na região central da capital do Estado. Começou comprando cinco quilos de parafina e hoje compra duas toneladas da
matéria-prima utilizadas para fabricar milhares de velas – só do modelo mais simples, vende entre duas e três mil
unidades por semana.
Dona Sandra Carvalho, que produz desde pequenos chaveiros a porta-gravatas, com capacidade para 12 unidades, num total
de 27 itens, começou como núcleo de produção familiar. "Como são peças muito diferentes e de tamanhos variados, é
impossível quantificar a produção. Mas de uma coisa tenho certeza, quando comparo a produção atual com a inicial, tenho até
vergonha do passado", diz, revelando o segredo do seu sucesso: "Coloque-se sempre no lugar do outro; aprimore-se
constantemente lembrando que sempre há o que aprender".
Serviço:
Sebrae/MT – 0800-570-0800
www.mt.sebrae.com.br
www.velasosvaldo.com.br
Divulgação
Mesa Bruto, de Bruno Temer, em exposição de Salão de Design e Inovação, no Centro de Eventos do Pantanal
http://asn.interjornal.com.br/noticia.kmf?noticia=9146057&canal=201
Marcadores:
ASSOCIAÇÃO,
CAPACITAÇÃO,
EXPERIENCIAS
Seminário destaca histórias bem-sucedidas de união de empreendedores
12.11.2009 | 08:00
Desafios do Crescimento
Evento está sendo transmitido ao vivo pela internet nesta terça-feira
Marcelo Araújo
Empresários de todo o país podem acompanhar pela internet, nesta quinta-feira (12), a transmissão ao vivo do seminário
'Desafios do Crescimento: Cooperar para Competir', realizado pelo Sebrae Nacional, no hotel Transamérica, em São Paulo.
Para acessar a transmissão, clique aqui.
Durante o evento, os empresários contarão suas histórias de associativismo em um talk-show, quando responderão a
perguntas. Aldemir Dadalt, presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), no Rio
Grande do Sul, falará sobre o trabalho desenvolvido por sua entidade, que faz parte do Arranjo Produtivo Local (APL)
Vitivinicultura da Serra Gaúcha.
"Em minha exposição, pretendo mostrar como uma associação de vinicultores conseguiu transformar um local desconhecido
num dos destinos mais famosos do Brasil", conta Aldemir. Ele lembra que há 15 anos, um grupo de produtores se reuniu para
criar a Aprovale. "Isoladamente eles não conseguiam projetar o nome dos seus vinhos", recorda Dadalt.
A criação da Aprovale teve como principal objetivo aprimorar a qualidade dos vinhos por meio de um processo de Indicação
Geográfica, selo que atesta que os vinhos vendidos são fabricados com pelo menos 85% das uvas da própria região. A
Indicação Geográfica foi alcançada em 2002 e logo em seguida a associação começou a trabalhar pela Indicação de
Procedência.
Aldemir espera que a Aprovale receba a nova certificação em 2010. "A Indicação de Procedência tem mais exigências que a
Geográfica. As frutas precisam pertencer em 100% à região e são admitidas apenas poucos tipos uvas na produção, como a
Merlot, para o vinho tinto", explica o empresário.
A Aprovale reúne 31 vinícolas e cerca de 40 outros associados que atuam em atividades ligadas ao turismo, como hotéis e
restaurantes. O Vale dos Vinhedos tem área de 82 quilômetros quadrados, com 60% desse total no município de Bento
Gonçalves, 33% em Garibaldi e 7% em Monte Belo do Sul.
Segundo o presidente da associação, a Aprovale trouxe para o País o conceito de enoturismo, o turismo relacionado à
produção de vinho, que antes não existia aqui. Os associados fproduzem entre 10 e 12 milhões de garrafas de vinho por ano.
O Sebrae/RS participa de várias atividades ligadas ao trabalho da Aprovale, como a oferta de capacitações para os produtores
e seus trabalhadores. A Instituição também conduz o planejamento estratégico da associação para os próximos quatro anos.
Serviço:
Aprovale -
E-mail: presidência@valedosvinhedos.com.br.
Telefone: (54) 3451-9601.
Site: www.valedosvinhedos.com.br
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7398 e 2107-9362
http://asn.interjornal.com.br/noticia.kmf?noticia=9137185&canal=203
Desafios do Crescimento
Evento está sendo transmitido ao vivo pela internet nesta terça-feira
Marcelo Araújo
Empresários de todo o país podem acompanhar pela internet, nesta quinta-feira (12), a transmissão ao vivo do seminário
'Desafios do Crescimento: Cooperar para Competir', realizado pelo Sebrae Nacional, no hotel Transamérica, em São Paulo.
Para acessar a transmissão, clique aqui.
Durante o evento, os empresários contarão suas histórias de associativismo em um talk-show, quando responderão a
perguntas. Aldemir Dadalt, presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), no Rio
Grande do Sul, falará sobre o trabalho desenvolvido por sua entidade, que faz parte do Arranjo Produtivo Local (APL)
Vitivinicultura da Serra Gaúcha.
"Em minha exposição, pretendo mostrar como uma associação de vinicultores conseguiu transformar um local desconhecido
num dos destinos mais famosos do Brasil", conta Aldemir. Ele lembra que há 15 anos, um grupo de produtores se reuniu para
criar a Aprovale. "Isoladamente eles não conseguiam projetar o nome dos seus vinhos", recorda Dadalt.
A criação da Aprovale teve como principal objetivo aprimorar a qualidade dos vinhos por meio de um processo de Indicação
Geográfica, selo que atesta que os vinhos vendidos são fabricados com pelo menos 85% das uvas da própria região. A
Indicação Geográfica foi alcançada em 2002 e logo em seguida a associação começou a trabalhar pela Indicação de
Procedência.
Aldemir espera que a Aprovale receba a nova certificação em 2010. "A Indicação de Procedência tem mais exigências que a
Geográfica. As frutas precisam pertencer em 100% à região e são admitidas apenas poucos tipos uvas na produção, como a
Merlot, para o vinho tinto", explica o empresário.
A Aprovale reúne 31 vinícolas e cerca de 40 outros associados que atuam em atividades ligadas ao turismo, como hotéis e
restaurantes. O Vale dos Vinhedos tem área de 82 quilômetros quadrados, com 60% desse total no município de Bento
Gonçalves, 33% em Garibaldi e 7% em Monte Belo do Sul.
Segundo o presidente da associação, a Aprovale trouxe para o País o conceito de enoturismo, o turismo relacionado à
produção de vinho, que antes não existia aqui. Os associados fproduzem entre 10 e 12 milhões de garrafas de vinho por ano.
O Sebrae/RS participa de várias atividades ligadas ao trabalho da Aprovale, como a oferta de capacitações para os produtores
e seus trabalhadores. A Instituição também conduz o planejamento estratégico da associação para os próximos quatro anos.
Serviço:
Aprovale -
E-mail: presidência@valedosvinhedos.com.br.
Telefone: (54) 3451-9601.
Site: www.valedosvinhedos.com.br
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7398 e 2107-9362
http://asn.interjornal.com.br/noticia.kmf?noticia=9137185&canal=203
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
A parte que nos cabe
Certa vez ouvimos uma fábula que nos fez refletir acerca dos ensinamentos que continha.
Tratava-se de um incêndio devastador que se abatera sobre a floresta.
Enquanto as labaredas transformavam tudo em cinzas, os animais corriam na tentativa de salvar a própria pele.
Dentre os muitos animais, havia uma pequena andorinha que resolveu fazer algo para conter o fogo.
Sobrevoou o local e descobriu, não muito longe, um grande lago. Sem demora, começou a empreitada para salvar a floresta.
Agindo rápido, voou até o lago, mergulhou as penas na água e sobrevoou a floresta em chamas, sacudindo-se para que as gotas caíssem, repetindo o gesto inúmeras vezes.
Embora não tivesse tempo para conversa fiada, percebeu que uma hiena a olhava e debochava da sua atitude.
Deteve-se um instante para descansar as asas, quando a hiena se aproximou e falou com cinismo:
Você é muito tola mesmo, pequena ave! Acha que vai deter o fogo com essas minúsculas gotas de água que lança sobre as chamas? Isso não produzirá efeito algum, a não ser o seu esgotamento.
A andorinha, que realmente desejava fazer algo positivo, respondeu: Eu sei que não conseguirei apagar o fogo sozinha, mas estou fazendo tudo o que está ao meu alcance.
E, se cada um de nós, moradores da floresta, fizesse uma pequena parte, em breve conseguiríamos apagar as labaredas que a consomem.
A hiena, no entanto, fingiu que não entendeu, afastou-se do fogo que já estava bem próximo, e continuou rindo da andorinha.
Assim acontece com muitos de nós, quando se trata de modificar algo que nos parece de enormes proporções.
Às vezes, imitando a hiena, costumamos criticar aqueles que, como a andorinha, estão fazendo sua parte, ainda que pequena.
É comum ouvirmos pessoas que reclamam da situação e continuam de braços cruzados.
De certa forma, é cômodo reclamar das coisas sem envolver-se com a solução.
No entanto, para que haja mudanças de profundidade, é preciso que cada um faça a parte que lhe cabe para o bem geral.
Reclamamos da desorganização, da burocracia, da corrupção, da falta de educação, da injustiça, esquecendo-nos de que a situação exterior reflete a nossa situação interior.
Não há possibilidade de fazer uma sociedade organizada, honesta e justa se não houver homens organizados, honestos e justos.
Em resumo, para moralizar a sociedade, é preciso moralizar o indivíduo, que somos cada um de nós, componentes da sociedade.
Se fizermos a nossa parte, sem darmos ouvidos às hienas que tentarão desanimar a nossa disposição, em breve tempo teremos uma sociedade melhorada e mais feliz.
http://mail.uol.com.br/main#selectedfolder=INBOX&uid=MTQyODY
Tratava-se de um incêndio devastador que se abatera sobre a floresta.
Enquanto as labaredas transformavam tudo em cinzas, os animais corriam na tentativa de salvar a própria pele.
Dentre os muitos animais, havia uma pequena andorinha que resolveu fazer algo para conter o fogo.
Sobrevoou o local e descobriu, não muito longe, um grande lago. Sem demora, começou a empreitada para salvar a floresta.
Agindo rápido, voou até o lago, mergulhou as penas na água e sobrevoou a floresta em chamas, sacudindo-se para que as gotas caíssem, repetindo o gesto inúmeras vezes.
Embora não tivesse tempo para conversa fiada, percebeu que uma hiena a olhava e debochava da sua atitude.
Deteve-se um instante para descansar as asas, quando a hiena se aproximou e falou com cinismo:
Você é muito tola mesmo, pequena ave! Acha que vai deter o fogo com essas minúsculas gotas de água que lança sobre as chamas? Isso não produzirá efeito algum, a não ser o seu esgotamento.
A andorinha, que realmente desejava fazer algo positivo, respondeu: Eu sei que não conseguirei apagar o fogo sozinha, mas estou fazendo tudo o que está ao meu alcance.
E, se cada um de nós, moradores da floresta, fizesse uma pequena parte, em breve conseguiríamos apagar as labaredas que a consomem.
A hiena, no entanto, fingiu que não entendeu, afastou-se do fogo que já estava bem próximo, e continuou rindo da andorinha.
Assim acontece com muitos de nós, quando se trata de modificar algo que nos parece de enormes proporções.
Às vezes, imitando a hiena, costumamos criticar aqueles que, como a andorinha, estão fazendo sua parte, ainda que pequena.
É comum ouvirmos pessoas que reclamam da situação e continuam de braços cruzados.
De certa forma, é cômodo reclamar das coisas sem envolver-se com a solução.
No entanto, para que haja mudanças de profundidade, é preciso que cada um faça a parte que lhe cabe para o bem geral.
Reclamamos da desorganização, da burocracia, da corrupção, da falta de educação, da injustiça, esquecendo-nos de que a situação exterior reflete a nossa situação interior.
Não há possibilidade de fazer uma sociedade organizada, honesta e justa se não houver homens organizados, honestos e justos.
Em resumo, para moralizar a sociedade, é preciso moralizar o indivíduo, que somos cada um de nós, componentes da sociedade.
Se fizermos a nossa parte, sem darmos ouvidos às hienas que tentarão desanimar a nossa disposição, em breve tempo teremos uma sociedade melhorada e mais feliz.
http://mail.uol.com.br/main#selectedfolder=INBOX&uid=MTQyODY
FESTIVAL DE CARANGUEJO DE ILHA GRANDE
Turismo, gastronomia, artesanato, cultura e extração do caranguejo.
Esses são os setores que serão evidenciados durante a quarta edição do Festival do Caranguejo de Ilha Grande, que começa sexta-feira (13) e vai até domingo (14), no município localizado a 326 quilômetros ao norte de Teresina.
“É uma grande alegria para todos nós que fazemos o Sebrae estarmos na quarta edição do evento que envolve um vasto leque de oportunidades de negócios a exemplo do artesanato, do turismo, da extração do caranguejo e da gastronomia. São ações executadas pelo Sebrae, que muito têm contribuído para a geração de trabalho e renda e para a abertura de novas oportunidades para milhares de pessoas, levando mais justiça social a todos”, afirma o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae no Piauí, Ulysses Gonçalves Nunes de Moraes.
O quarto Festival do Caranguejo de Ilha Grande é uma realização do Sebrae no Piauí e da Prefeitura Municipal de Ilha Grande, com o apoio do Governo do Estado, Banco do Brasil e da Associação para Promoção Humana e Desenvolvimento Social, Instituto Cooperforte, entidade ligada à Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários de Instituições Financeiras Públicas Federais, Cooperforte.
“Ilha Grande tem várias potencialidades econômicas, que a partir do festival foram despertadas e começam a gerar novas oportunidades de trabalho. Nossa equipe está atuando na região para que, mais uma vez, o festival seja um sucesso de público e de negócios”, afirma o diretor superintendente do Sebrae no Piauí, Delano Rodrigues Rocha.
Turismo
Ilha Grande é a cidade que dá acesso à Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba, considerado o maior em mar aberto das Américas. O passeio de barco pelo Rio Parnaíba, é uma viagem inesquecível, que começa no Porto dos Tatus, naquela cidade. O Delta é composto por cerca de setenta ilhas e ilhotas, dunas e igarapés por todos os lados. O encontro das águas dos rios com o mar aberto tem um visual impressionante. Este fenômeno (delta em mar aberto) só existe em outros dois lugares no mundo: na África com o Rio Nilo e na Ásia com o Rio Mekong. Esse santuário ecológico em águas piauienses integra a Rota das Emoções - Jeri,Delta,Lençóis, considerado pelo Ministério do Turismo o melhor roteiro turístico do país.
Durante o festival a Associação de Condutores de Ecoturismo de Ilha Grande vai realizar vários passeios como o Safári Noturno ao Delta do Parnaíba e à Ilha do Birindó, além de trilhas na Caída do Morro e na Lagoa do Amor.
“Vamos oferecer diversos roteiros. Temos passeios pelos igarapés, por trilhas e também teremos o safári noturno pelo Delta. Esse passeio é para no máximo dez turistas. Saímos de Ilha Grande às 17h00 e retornamos às 21h00. Nesse horário, os turistas vão conhecer o Delta e seus animais no período noturno como serpentes, jacarés, iguanas e diversas aves”, explica o presidente da Associação de Condutores, Francisco José da Silva Oliveira.
Novos Sabores
A carne do caranguejo é principal atração da gastronomia de Ilha Grande. A carne desse crustáceo é rica em proteínas, vitaminas e sais minerais e possui baixo teor de gordura. Pode ser comida pura ou usada para incrementar saladas, suflês, bolinhos, fritadas e moquecas. O caranguejo também é consumido como petisco.
Desde outubro passado os consultores do Sebrae em Parnaíba estão trabalhando junto às quituteiras e aos proprietários e colaboradores de restaurantes de Ilha Grande.
“Na verdade, está sendo feito todo um trabalho em segurança alimentar e em gastronomia, com a criação de pratos e noções de higiene e limpeza. A culinária à base do caranguejo vai estar à disposição do público nos estandes do festival gastronômico que vai acontecer durante todo o evento. Já no dia 14 de novembro teremos, a partir das 20h00, na sede da Colônia de Pescadores de Ilha Grande, o segundo concurso gastronômico que vai eleger o melhor prato à base de caranguejo do festival”, explica o gestor do Projeto de Regionalização do Turismo Jeri-Delta-Lençóis do Sebrae no Piauí, Francisco Carvalho.
Ao todo o Festival de Ilha Grande terá trinta e seis estandes. Desses, vinte e um serão destinados à apresentação e comercialização de pratos à base de caranguejo e para o caranguejo toc-toc, a forma mais comum de consumo desse crustáceo, que é quando se quebra a casca com pequenos pedaços de madeira.
Rendas, cestaria e trançados
Quinze estandes vão expor e comercializar produtos em artesanato, confecções e turismo.
“Fizemos uma reunião esta semana, onde determinamos nove estandes para o setor artesanal, sendo que em três deles teremos unicamente o artesanato de Ilha Grande, que são a cestaria, a cerâmica e as rendas de bilro”, informa a gestora do Projeto de Artesanato da Região Norte, Lúcia Carneiro.
Segundo a gestora, os artesãos cerâmicos de Ilha Grande passaram por uma consultoria tecnológica, quando aprenderam novas técnicas para agregar valor ao produto final.
“Foi realizada uma consultoria em pintura e em envelhecimento, para peças decorativas. Foram produzidas cerca de duzentas peças que serão comercializadas durante o festival”, acrescenta Lúcia.
Os artesãos também preparam novidades para os turistas que visitarem a feira que funcionará durante o festival.
“Vamos apresentar peças com novo design como bandejas e fruteiras, além de nossos produtos já conhecidos como pratos decorativos, sousplats, redes e mandalas”, informa a presidente da Associação dos Artesãos em Trançados da Ilha Grande de Santa Isabel, Serrate Maria Gonçalves.
São peças cujos preços variam entre R$ 5,00 e R$ 30,00.
As rendeiras da região também vão apresentar novidades no festival como coletes feitos em tecido e rendas de bilro.
“Além dos coletes, teremos blusas, broches de flores, panos de bandeja, marcadores de textos e demais peças feitas em renda”, conta a presidente da Associação das Rendeiras de Morros da Mariana, Socorro Galeno.
Programação 13 a 15/NOV
Festival Gastronômico do Caranguejo
Feira de Artesanato, Confecção e Turismo de Ilha Grande
Roteiros turísticos internos
Visita ao Delta do Parnaíba
13/NOV
Passeio ciclístico pela manhã
Apresentação do Grupo de Corais de Ilha Grande (3ª Idade, Infantil, Infanto-Juvenil e Vocal ProJovem)
Escolha da música tema do Festival do Caranguejo 2010
Pintura com grafite (com alunos de Ilha Grande)
Shows musicais: Banda Revivendo o Passado (Ilha Grande)
Bartô Galeno
Mastruz com Leite
14/NOV
Escolha da Rainha do Festival do Caranguejo e das Regatas
Apresentações culturais:
Balé de Ilha Grande
Grupo Mandacaru (Labino)
Shows musicais: Banda Triclonagenados (Ilha Grande)
Baltazar
Banda Bali
15/NOV
Regatas de canoas de Ilha Grande (manhã e tarde)
Escolha da logomarca do Artesanato de Ilha Grande
Apresentação do Grupo de Teatro de Ilha Grande com a peça “Cabeça de Cuia”
Shows musicais:
José Roberto
Banda Líbanos
http://www.tvcanal13.com.br/noticias/ilha-grande-tera-muitas-acoes-durante-festival-do-caranguejo-de-ilha-grande-81434.asp
Esses são os setores que serão evidenciados durante a quarta edição do Festival do Caranguejo de Ilha Grande, que começa sexta-feira (13) e vai até domingo (14), no município localizado a 326 quilômetros ao norte de Teresina.
“É uma grande alegria para todos nós que fazemos o Sebrae estarmos na quarta edição do evento que envolve um vasto leque de oportunidades de negócios a exemplo do artesanato, do turismo, da extração do caranguejo e da gastronomia. São ações executadas pelo Sebrae, que muito têm contribuído para a geração de trabalho e renda e para a abertura de novas oportunidades para milhares de pessoas, levando mais justiça social a todos”, afirma o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae no Piauí, Ulysses Gonçalves Nunes de Moraes.
O quarto Festival do Caranguejo de Ilha Grande é uma realização do Sebrae no Piauí e da Prefeitura Municipal de Ilha Grande, com o apoio do Governo do Estado, Banco do Brasil e da Associação para Promoção Humana e Desenvolvimento Social, Instituto Cooperforte, entidade ligada à Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários de Instituições Financeiras Públicas Federais, Cooperforte.
“Ilha Grande tem várias potencialidades econômicas, que a partir do festival foram despertadas e começam a gerar novas oportunidades de trabalho. Nossa equipe está atuando na região para que, mais uma vez, o festival seja um sucesso de público e de negócios”, afirma o diretor superintendente do Sebrae no Piauí, Delano Rodrigues Rocha.
Turismo
Ilha Grande é a cidade que dá acesso à Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba, considerado o maior em mar aberto das Américas. O passeio de barco pelo Rio Parnaíba, é uma viagem inesquecível, que começa no Porto dos Tatus, naquela cidade. O Delta é composto por cerca de setenta ilhas e ilhotas, dunas e igarapés por todos os lados. O encontro das águas dos rios com o mar aberto tem um visual impressionante. Este fenômeno (delta em mar aberto) só existe em outros dois lugares no mundo: na África com o Rio Nilo e na Ásia com o Rio Mekong. Esse santuário ecológico em águas piauienses integra a Rota das Emoções - Jeri,Delta,Lençóis, considerado pelo Ministério do Turismo o melhor roteiro turístico do país.
Durante o festival a Associação de Condutores de Ecoturismo de Ilha Grande vai realizar vários passeios como o Safári Noturno ao Delta do Parnaíba e à Ilha do Birindó, além de trilhas na Caída do Morro e na Lagoa do Amor.
“Vamos oferecer diversos roteiros. Temos passeios pelos igarapés, por trilhas e também teremos o safári noturno pelo Delta. Esse passeio é para no máximo dez turistas. Saímos de Ilha Grande às 17h00 e retornamos às 21h00. Nesse horário, os turistas vão conhecer o Delta e seus animais no período noturno como serpentes, jacarés, iguanas e diversas aves”, explica o presidente da Associação de Condutores, Francisco José da Silva Oliveira.
Novos Sabores
A carne do caranguejo é principal atração da gastronomia de Ilha Grande. A carne desse crustáceo é rica em proteínas, vitaminas e sais minerais e possui baixo teor de gordura. Pode ser comida pura ou usada para incrementar saladas, suflês, bolinhos, fritadas e moquecas. O caranguejo também é consumido como petisco.
Desde outubro passado os consultores do Sebrae em Parnaíba estão trabalhando junto às quituteiras e aos proprietários e colaboradores de restaurantes de Ilha Grande.
“Na verdade, está sendo feito todo um trabalho em segurança alimentar e em gastronomia, com a criação de pratos e noções de higiene e limpeza. A culinária à base do caranguejo vai estar à disposição do público nos estandes do festival gastronômico que vai acontecer durante todo o evento. Já no dia 14 de novembro teremos, a partir das 20h00, na sede da Colônia de Pescadores de Ilha Grande, o segundo concurso gastronômico que vai eleger o melhor prato à base de caranguejo do festival”, explica o gestor do Projeto de Regionalização do Turismo Jeri-Delta-Lençóis do Sebrae no Piauí, Francisco Carvalho.
Ao todo o Festival de Ilha Grande terá trinta e seis estandes. Desses, vinte e um serão destinados à apresentação e comercialização de pratos à base de caranguejo e para o caranguejo toc-toc, a forma mais comum de consumo desse crustáceo, que é quando se quebra a casca com pequenos pedaços de madeira.
Rendas, cestaria e trançados
Quinze estandes vão expor e comercializar produtos em artesanato, confecções e turismo.
“Fizemos uma reunião esta semana, onde determinamos nove estandes para o setor artesanal, sendo que em três deles teremos unicamente o artesanato de Ilha Grande, que são a cestaria, a cerâmica e as rendas de bilro”, informa a gestora do Projeto de Artesanato da Região Norte, Lúcia Carneiro.
Segundo a gestora, os artesãos cerâmicos de Ilha Grande passaram por uma consultoria tecnológica, quando aprenderam novas técnicas para agregar valor ao produto final.
“Foi realizada uma consultoria em pintura e em envelhecimento, para peças decorativas. Foram produzidas cerca de duzentas peças que serão comercializadas durante o festival”, acrescenta Lúcia.
Os artesãos também preparam novidades para os turistas que visitarem a feira que funcionará durante o festival.
“Vamos apresentar peças com novo design como bandejas e fruteiras, além de nossos produtos já conhecidos como pratos decorativos, sousplats, redes e mandalas”, informa a presidente da Associação dos Artesãos em Trançados da Ilha Grande de Santa Isabel, Serrate Maria Gonçalves.
São peças cujos preços variam entre R$ 5,00 e R$ 30,00.
As rendeiras da região também vão apresentar novidades no festival como coletes feitos em tecido e rendas de bilro.
“Além dos coletes, teremos blusas, broches de flores, panos de bandeja, marcadores de textos e demais peças feitas em renda”, conta a presidente da Associação das Rendeiras de Morros da Mariana, Socorro Galeno.
Programação 13 a 15/NOV
Festival Gastronômico do Caranguejo
Feira de Artesanato, Confecção e Turismo de Ilha Grande
Roteiros turísticos internos
Visita ao Delta do Parnaíba
13/NOV
Passeio ciclístico pela manhã
Apresentação do Grupo de Corais de Ilha Grande (3ª Idade, Infantil, Infanto-Juvenil e Vocal ProJovem)
Escolha da música tema do Festival do Caranguejo 2010
Pintura com grafite (com alunos de Ilha Grande)
Shows musicais: Banda Revivendo o Passado (Ilha Grande)
Bartô Galeno
Mastruz com Leite
14/NOV
Escolha da Rainha do Festival do Caranguejo e das Regatas
Apresentações culturais:
Balé de Ilha Grande
Grupo Mandacaru (Labino)
Shows musicais: Banda Triclonagenados (Ilha Grande)
Baltazar
Banda Bali
15/NOV
Regatas de canoas de Ilha Grande (manhã e tarde)
Escolha da logomarca do Artesanato de Ilha Grande
Apresentação do Grupo de Teatro de Ilha Grande com a peça “Cabeça de Cuia”
Shows musicais:
José Roberto
Banda Líbanos
http://www.tvcanal13.com.br/noticias/ilha-grande-tera-muitas-acoes-durante-festival-do-caranguejo-de-ilha-grande-81434.asp
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Casa do Artesão aproxima artista e consumidor
Cerca de 300 artesãos de Botucatu contam agora com mais um espaço para venda de seus produtos: a Casa do Artesão.
O espaço foi entregue na semana passada em solenidade que teve a presença do Prefeito João Cury, do Secretário adjunto de Comércio e Serviços Antonio Carlos Stein e a secretária adjunta de Turismo, Priscila Ribas.
O local está instalado nas dependências da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o que deve facilitar o comércio.
De acordo com Priscila Ribas, um funcionário será mantido para fazer o atendimento e cuidar das peças. “Os artesãos cadastrados precisam apenas trazer o material e buscar o lucro obtido com a venda no final do mês”, explica.
Ainda de acordo com a secretária adjunta de Turismo, a renda será destinada aos artistas e à manutenção da loja.
Para o Presidente da Associação de Artesãos Botucatuenses, Alekander Capeleti, a loja serve como vitrine para os artesãos, pois todas as peças são identificadas.
“Quem procurar pela Casa e não encontrar o que precisa, pode ligar para os artistas e encomendar a peça que deseja”, conclui.
É o caso da artesã Denise Cardia, que produz roupas em tricô e crochê. Segundo ela, com a loja já foi possível notar aumento de 70% em suas vendas. “Deixei o emprego como costureira de uma empresa para me dedicar ao artesanato e estou feliz com o resultado”, explica.
Denise também recebeu recursos da Subsecretaria para montagem do ateliê.
As peças do artesão Júlio César Pontes também estão sendo bastante procuradas no novo espaço. Ele produz bonsais artificiais que chegam a custar até R$ 1.000,00 e eram vendidos apenas pela internet.
“Com a loja, as pessoas podem conhecer as peças de perto e quando interessadas me pedem no formato que desejam”, conclui Pontes.
A Casa do Artesão funcionará das 10h às 16h, ao lado da Subsecretaria de Turismo, localizada na Rua Monsenhor Ferrari, nº410, Centro
[com assessoria]
http://www.entrelinhas.com/portal/index.php?CAT=18&DET=13490
O espaço foi entregue na semana passada em solenidade que teve a presença do Prefeito João Cury, do Secretário adjunto de Comércio e Serviços Antonio Carlos Stein e a secretária adjunta de Turismo, Priscila Ribas.
O local está instalado nas dependências da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o que deve facilitar o comércio.
De acordo com Priscila Ribas, um funcionário será mantido para fazer o atendimento e cuidar das peças. “Os artesãos cadastrados precisam apenas trazer o material e buscar o lucro obtido com a venda no final do mês”, explica.
Ainda de acordo com a secretária adjunta de Turismo, a renda será destinada aos artistas e à manutenção da loja.
Para o Presidente da Associação de Artesãos Botucatuenses, Alekander Capeleti, a loja serve como vitrine para os artesãos, pois todas as peças são identificadas.
“Quem procurar pela Casa e não encontrar o que precisa, pode ligar para os artistas e encomendar a peça que deseja”, conclui.
É o caso da artesã Denise Cardia, que produz roupas em tricô e crochê. Segundo ela, com a loja já foi possível notar aumento de 70% em suas vendas. “Deixei o emprego como costureira de uma empresa para me dedicar ao artesanato e estou feliz com o resultado”, explica.
Denise também recebeu recursos da Subsecretaria para montagem do ateliê.
As peças do artesão Júlio César Pontes também estão sendo bastante procuradas no novo espaço. Ele produz bonsais artificiais que chegam a custar até R$ 1.000,00 e eram vendidos apenas pela internet.
“Com a loja, as pessoas podem conhecer as peças de perto e quando interessadas me pedem no formato que desejam”, conclui Pontes.
A Casa do Artesão funcionará das 10h às 16h, ao lado da Subsecretaria de Turismo, localizada na Rua Monsenhor Ferrari, nº410, Centro
[com assessoria]
http://www.entrelinhas.com/portal/index.php?CAT=18&DET=13490
Marcadores:
ESTRATEGIA,
FINANCIAMENTO
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Nordeste lidera empresas de Economia Solidária no País
Nordeste lidera empresas de Economia Solidária no País

ARTESANATO DO CEARÁ foi destaque durante a 1ª Mostra de Economia Solidária, realizada no Estado de São Paulo

Renda de bilro compôs peças para moda praia durante a Mostra de Economia Solidária

Modelos e artesãs ocupam a passarela no encerramento do desfile em São Paulo
Líder em Economia Solidária no País, o Nordeste tem o Ceará como o Estado com maior número de empresas na região
São Paulo. Dados da Secretaria Nacional de Economia Solidária apontam que há 21.859 Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) em 2.933 municípios (o que corresponde a 53% das cidades brasileiras). O Nordeste concentra a maior parte deles: 9.498, dos quais o Ceará tem 1.854, sendo o primeiro Estado nordestino em quantidade de EES. No ranking nacional, o Ceará perde apenas para o Rio Grande do Sul, com 2.085 empreendimentos. Mas, se a economia solidária tem bons resultados em termos de número de empreendimentos, o mesmo não se pode considerar sobre a forma como eles se estabelecem no mercado.
Apesar do potencial competitivo e de despontar como forma de promover a inserção econômica e social de pequenas comunidades e grupos, a Economia Solidária ainda enfrenta entraves para se estabelecer de maneira competitiva e duradoura. O contraste entre a criação de novos empreendimentos (principalmente no Nordeste) e a falta de vitalidade e estagnação dos muitos já existentes se dá muitas vezes por falta de estratégias de produção e organização que busquem um crescimento do negócio sem perder de vista as características solidárias da atividade. O debate sobre os desafios da produção foi destaque durante a 1ª Mostra de Economia Solidária, ocorrido entre os dias 28 e 31 de outubro no Centro de Convenções Imigrantes, na capital paulista.
"As entidades existem, mas sem vitalidade para empreender. O que se percebe é que muitas pessoas ainda não sabem como trabalhar de forma associativa. Ainda há muito individualismo e falta de cooperação entre esses entes", avalia Fernando Nóbrega, gerente executivo da Fundação Banco do Brasil (FBB), que presta assessoria e monitoramento para iniciativas que promovam a geração de trabalho e renda em todo o País. Dentre as atividades que o FBB apoia na prestação de assessoria está iniciativa de cajucultura no Ceará.
Segundo ele, outros fatores dificultam o acesso competitivo desses empreendimentos ao mercado: falta de assistência técnica, o processo burocrático que envolve o acesso ao crédito, desconhecimento de como trabalhar de forma cooperativa, falta de formação escolar básica, dificuldade em atender exigências legais e trabalhistas, entre outros. Assim, a produção solidária é um importante valor agregado ao produto, mas não pode ser o único.
"É preciso trabalhar a produção numa visão de cadeia. Uma visão em termos de potencial, e não de carência. Mas as instituições também devem investir para prover essas iniciativas naquilo que ainda falta, como formação, assistência técnica, incubação", explica ele.
"Uma das principais dificuldades dos empreendedores solidários e populares é sair de uma visão de subsistência para de acumulação. Não necessariamente visando ao lucro, mas para poder reinvestir no negócio. Sem isso, esses empreendimentos não terão viabilidade econômica". A conclusão é do coordenador técnico do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio Econômicas (Dieese), Clemente Ganz Lúcio. A fala tem como base uma pesquisa que o Dieese realizou, juntamente com a Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS), sobre estes tipos de empreendimentos em São Paulo, mas que podem servir para pensar a situação desses empreendimentos no País.
De acordo com o coordenador, muitos dos empreendedores encaram a atividade como uma alternativa de subsistência transitória ao mercado formal, como aquela pessoa que abre um mercadinho em casa ou vai atuar como camelô enquanto não consegue um emprego. "Qualquer empreendimento só se estabelece por meio de conhecimento, tecnologia e crédito. O problema é que a nossa sociedade não está organizada para oferecer isso para a economia popular e solidária de forma adequada. Nossa sociedade vê esses empreendimentos como economia de pobre para pobre, e que tem que ser pobre. Isso só vai mudar quando se conseguir romper o isolamento dessas iniciativas e fazer uma produção social econômica com outra perspectiva, em que se forneça um produto de qualidade e que o consumidor deseja".
Experiências cearenses
Produzir de acordo com as demandas do consumidor, como chegar ao mercado, implantar estratégias de produção e gerenciamento. As discussões promovidas durante o encontro reverberam na realidade dos empreendimentos cearenses que participam dos estandes da 1ª Mostra Conexão Solidária. Dos 170 empreendimentos que apresentaram produtos e serviços no evento, 66 são do Ceará. Artesã há 20 anos, Maria de Lurdes Rodrigues foi a São Paulo representar a Associação Maranguapense de Artesãos, que trabalha com produtos de cama, mesa e vestuário com renda richelieu. A artesã deixou o emprego como professora para trabalhar por conta própria. "Queria poder fazer meu próprio horário, sem depender de patrão. Comecei aprendendo sozinha a fazer crochê e pintura e o que era só para complementar a renda virou meu trabalho", conta. Ela disse que, com o tempo, percebeu que o richelieu tinha uma aceitação maior e foi aprender a fazer a técnica com as artesãs da associação. "O problema é que a renda varia. Tem mês em que a gente ganha bem, outros em que não ganha nada. Até por isso tem que botar um preço maior, porque não sabe quando vai vender".
Único homem num grupo com outras 24 artesãs, Marcos Darlan Alves veio com os produtos da Associação dos Artesãos de Feiticeiro, no Vale do Jaguaribe. Apesar de hoje atuar na entidade como representante comercial, Darlan traz nas mãos a habilidade de confeccionar delicadas tramas de filé. Artesão desde os sete anos, ele afirma que a atividade é uma tradição herdada da avó. Com sete anos de existência, a associação foi formada a partir de uma iniciativa do Sebrae-CE para desenvolver produtos diferenciados, utilizando outros tipos de cores e pontos. Apesar de tentar se colocar com produtos diferenciados, a comercialização ainda é um desafio. "As feiras são a nossa principal vitrine. Temos alguns compradores de outros estados, mas ainda não é suficiente para atender a demanda".
De Maracanaú, a artesã Franciane da Silva Sousa veio em busca de novos contatos comerciais e intercâmbio de experiências para aprimorar o artesanato feito a partir da palha de carnaúba, principal produto da Cooperativa de Artesãs e Costureiras do Alto Alegre. "Antes eu era manicure e adorei poder mudar para um ramo que permite que você trabalhe com criatividade", conta. Ainda assim, o artesanato ainda não é suficiente para garantir uma renda para ela e para as outras 19 artesãs do grupo. "Acho que o grande desafio é desenvolver um produto com mais qualidade e promover mais união entre os cooperados. Como as coisas são difíceis, muitos se desestimulam ou desistem", lamenta.
ENQUETE
DESAFIO A VENCER
MARIA DE LOURDES RODRIGUES
54 ANOS
Artesã
Tem mês em que a gente ganha bem, outros em que não ganha nada. Por isso boto um preço maior diante da instabilidade
FRANCIANE DA SILVA SOUSA
22 ANOS
Artesã
o grande desafio é desenvolver um produto com mais qualidade e promover mais união entre os cooperados
MARCOS DARLAN ALVES
23 ANOS
Rep. comercial
PRECISAMOS Ter onde mostrar nossos produtos. As feiras são nossa principal vitrine, daí a importância dos eventos
CRIATIVIDADE
Estilistas cearenses reinventam moda
São Paulo Unir as exigências e a sofisticação da alta costura com materiais e técnicas artesanais de todo o Brasil. O desafio lançado aos estilistas cearenses André e Raphaella Castro se traduziu na coleção Conexão Solidária, exibida no Centro de Exposições Imigrantes. A coleção mostrou ao mercado têxtil e de moda o que de melhor existe no artesanato brasileiro e como esta técnica pode ser incorporada à moda dentro do conceito de responsabilidade social e comércio justo. Os irmãos assinam a criação das peças, que foram produzidas por mais de 100 artesãos em todo o País, especialmente por cooperativas de artesanato do Ceará, em locais como Fortaleza, Paraipaba, Nova Russas, Maranguape, Prainha, Iguape, Mundaú e Canaã.
Os 35 looks exibidos no desfile em São Paulo se destacavam pelas formas fluidas e amplas dos tecidos e cortes, além de ressaltar o contraste de cores, algo que nas peças artesanais nem sempre ocorre de acordo com as tendências da moda. "A ideia era trabalhar com os artesãos de forma a deixar o produto final mais delicado e comercial. Originalmente esses artesãos produziam peças para uso doméstico, como panos de prato, em que se utilizam agulhas e linhas mais grossas, cores mais básicas", explica André Castro, revelado junto com Raphaella no Concurso de Novos Talentos do Dragão Fashion, em 2001, quando já trabalhavam com materiais artesanais na alta costura. "É engraçado que existe uma certa resistência ao artesanato local, mas acho que é uma questão de adaptação ao mercado", conclui.
A ideia da coleção também era sair da prática tradicional, em que os insumos e técnicas artesanais só apareciam como apliques nas peças. "Nós queremos que essa contribuição dos artesãos seja inserida na modelagem, planejada dentro dos desenhos", ressalta Raphaella Castro. Para os estilistas, que procuram ter um contato direto com os artesãos, os empreendimentos solidários ainda carecem de organização e de condições de atender demanda num mercado tão dinâmico.
"É um trabalho difícil, de incorporar novas práticas. Também tem o problema que a produção artesanal não é a principal fonte de renda e nem consegue prover essas comunidades. Mas também é um trabalho muito gratificante para os dois lados", destaca ela.
KAROLINE VIANA
Repórter
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=686945

ARTESANATO DO CEARÁ foi destaque durante a 1ª Mostra de Economia Solidária, realizada no Estado de São Paulo

Renda de bilro compôs peças para moda praia durante a Mostra de Economia Solidária

Modelos e artesãs ocupam a passarela no encerramento do desfile em São Paulo
Líder em Economia Solidária no País, o Nordeste tem o Ceará como o Estado com maior número de empresas na região
São Paulo. Dados da Secretaria Nacional de Economia Solidária apontam que há 21.859 Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) em 2.933 municípios (o que corresponde a 53% das cidades brasileiras). O Nordeste concentra a maior parte deles: 9.498, dos quais o Ceará tem 1.854, sendo o primeiro Estado nordestino em quantidade de EES. No ranking nacional, o Ceará perde apenas para o Rio Grande do Sul, com 2.085 empreendimentos. Mas, se a economia solidária tem bons resultados em termos de número de empreendimentos, o mesmo não se pode considerar sobre a forma como eles se estabelecem no mercado.
Apesar do potencial competitivo e de despontar como forma de promover a inserção econômica e social de pequenas comunidades e grupos, a Economia Solidária ainda enfrenta entraves para se estabelecer de maneira competitiva e duradoura. O contraste entre a criação de novos empreendimentos (principalmente no Nordeste) e a falta de vitalidade e estagnação dos muitos já existentes se dá muitas vezes por falta de estratégias de produção e organização que busquem um crescimento do negócio sem perder de vista as características solidárias da atividade. O debate sobre os desafios da produção foi destaque durante a 1ª Mostra de Economia Solidária, ocorrido entre os dias 28 e 31 de outubro no Centro de Convenções Imigrantes, na capital paulista.
"As entidades existem, mas sem vitalidade para empreender. O que se percebe é que muitas pessoas ainda não sabem como trabalhar de forma associativa. Ainda há muito individualismo e falta de cooperação entre esses entes", avalia Fernando Nóbrega, gerente executivo da Fundação Banco do Brasil (FBB), que presta assessoria e monitoramento para iniciativas que promovam a geração de trabalho e renda em todo o País. Dentre as atividades que o FBB apoia na prestação de assessoria está iniciativa de cajucultura no Ceará.
Segundo ele, outros fatores dificultam o acesso competitivo desses empreendimentos ao mercado: falta de assistência técnica, o processo burocrático que envolve o acesso ao crédito, desconhecimento de como trabalhar de forma cooperativa, falta de formação escolar básica, dificuldade em atender exigências legais e trabalhistas, entre outros. Assim, a produção solidária é um importante valor agregado ao produto, mas não pode ser o único.
"É preciso trabalhar a produção numa visão de cadeia. Uma visão em termos de potencial, e não de carência. Mas as instituições também devem investir para prover essas iniciativas naquilo que ainda falta, como formação, assistência técnica, incubação", explica ele.
"Uma das principais dificuldades dos empreendedores solidários e populares é sair de uma visão de subsistência para de acumulação. Não necessariamente visando ao lucro, mas para poder reinvestir no negócio. Sem isso, esses empreendimentos não terão viabilidade econômica". A conclusão é do coordenador técnico do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio Econômicas (Dieese), Clemente Ganz Lúcio. A fala tem como base uma pesquisa que o Dieese realizou, juntamente com a Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS), sobre estes tipos de empreendimentos em São Paulo, mas que podem servir para pensar a situação desses empreendimentos no País.
De acordo com o coordenador, muitos dos empreendedores encaram a atividade como uma alternativa de subsistência transitória ao mercado formal, como aquela pessoa que abre um mercadinho em casa ou vai atuar como camelô enquanto não consegue um emprego. "Qualquer empreendimento só se estabelece por meio de conhecimento, tecnologia e crédito. O problema é que a nossa sociedade não está organizada para oferecer isso para a economia popular e solidária de forma adequada. Nossa sociedade vê esses empreendimentos como economia de pobre para pobre, e que tem que ser pobre. Isso só vai mudar quando se conseguir romper o isolamento dessas iniciativas e fazer uma produção social econômica com outra perspectiva, em que se forneça um produto de qualidade e que o consumidor deseja".
Experiências cearenses
Produzir de acordo com as demandas do consumidor, como chegar ao mercado, implantar estratégias de produção e gerenciamento. As discussões promovidas durante o encontro reverberam na realidade dos empreendimentos cearenses que participam dos estandes da 1ª Mostra Conexão Solidária. Dos 170 empreendimentos que apresentaram produtos e serviços no evento, 66 são do Ceará. Artesã há 20 anos, Maria de Lurdes Rodrigues foi a São Paulo representar a Associação Maranguapense de Artesãos, que trabalha com produtos de cama, mesa e vestuário com renda richelieu. A artesã deixou o emprego como professora para trabalhar por conta própria. "Queria poder fazer meu próprio horário, sem depender de patrão. Comecei aprendendo sozinha a fazer crochê e pintura e o que era só para complementar a renda virou meu trabalho", conta. Ela disse que, com o tempo, percebeu que o richelieu tinha uma aceitação maior e foi aprender a fazer a técnica com as artesãs da associação. "O problema é que a renda varia. Tem mês em que a gente ganha bem, outros em que não ganha nada. Até por isso tem que botar um preço maior, porque não sabe quando vai vender".
Único homem num grupo com outras 24 artesãs, Marcos Darlan Alves veio com os produtos da Associação dos Artesãos de Feiticeiro, no Vale do Jaguaribe. Apesar de hoje atuar na entidade como representante comercial, Darlan traz nas mãos a habilidade de confeccionar delicadas tramas de filé. Artesão desde os sete anos, ele afirma que a atividade é uma tradição herdada da avó. Com sete anos de existência, a associação foi formada a partir de uma iniciativa do Sebrae-CE para desenvolver produtos diferenciados, utilizando outros tipos de cores e pontos. Apesar de tentar se colocar com produtos diferenciados, a comercialização ainda é um desafio. "As feiras são a nossa principal vitrine. Temos alguns compradores de outros estados, mas ainda não é suficiente para atender a demanda".
De Maracanaú, a artesã Franciane da Silva Sousa veio em busca de novos contatos comerciais e intercâmbio de experiências para aprimorar o artesanato feito a partir da palha de carnaúba, principal produto da Cooperativa de Artesãs e Costureiras do Alto Alegre. "Antes eu era manicure e adorei poder mudar para um ramo que permite que você trabalhe com criatividade", conta. Ainda assim, o artesanato ainda não é suficiente para garantir uma renda para ela e para as outras 19 artesãs do grupo. "Acho que o grande desafio é desenvolver um produto com mais qualidade e promover mais união entre os cooperados. Como as coisas são difíceis, muitos se desestimulam ou desistem", lamenta.
ENQUETE
DESAFIO A VENCER
MARIA DE LOURDES RODRIGUES
54 ANOS
Artesã
Tem mês em que a gente ganha bem, outros em que não ganha nada. Por isso boto um preço maior diante da instabilidade
FRANCIANE DA SILVA SOUSA
22 ANOS
Artesã
o grande desafio é desenvolver um produto com mais qualidade e promover mais união entre os cooperados
MARCOS DARLAN ALVES
23 ANOS
Rep. comercial
PRECISAMOS Ter onde mostrar nossos produtos. As feiras são nossa principal vitrine, daí a importância dos eventos
CRIATIVIDADE
Estilistas cearenses reinventam moda
São Paulo Unir as exigências e a sofisticação da alta costura com materiais e técnicas artesanais de todo o Brasil. O desafio lançado aos estilistas cearenses André e Raphaella Castro se traduziu na coleção Conexão Solidária, exibida no Centro de Exposições Imigrantes. A coleção mostrou ao mercado têxtil e de moda o que de melhor existe no artesanato brasileiro e como esta técnica pode ser incorporada à moda dentro do conceito de responsabilidade social e comércio justo. Os irmãos assinam a criação das peças, que foram produzidas por mais de 100 artesãos em todo o País, especialmente por cooperativas de artesanato do Ceará, em locais como Fortaleza, Paraipaba, Nova Russas, Maranguape, Prainha, Iguape, Mundaú e Canaã.
Os 35 looks exibidos no desfile em São Paulo se destacavam pelas formas fluidas e amplas dos tecidos e cortes, além de ressaltar o contraste de cores, algo que nas peças artesanais nem sempre ocorre de acordo com as tendências da moda. "A ideia era trabalhar com os artesãos de forma a deixar o produto final mais delicado e comercial. Originalmente esses artesãos produziam peças para uso doméstico, como panos de prato, em que se utilizam agulhas e linhas mais grossas, cores mais básicas", explica André Castro, revelado junto com Raphaella no Concurso de Novos Talentos do Dragão Fashion, em 2001, quando já trabalhavam com materiais artesanais na alta costura. "É engraçado que existe uma certa resistência ao artesanato local, mas acho que é uma questão de adaptação ao mercado", conclui.
A ideia da coleção também era sair da prática tradicional, em que os insumos e técnicas artesanais só apareciam como apliques nas peças. "Nós queremos que essa contribuição dos artesãos seja inserida na modelagem, planejada dentro dos desenhos", ressalta Raphaella Castro. Para os estilistas, que procuram ter um contato direto com os artesãos, os empreendimentos solidários ainda carecem de organização e de condições de atender demanda num mercado tão dinâmico.
"É um trabalho difícil, de incorporar novas práticas. Também tem o problema que a produção artesanal não é a principal fonte de renda e nem consegue prover essas comunidades. Mas também é um trabalho muito gratificante para os dois lados", destaca ela.
KAROLINE VIANA
Repórter
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=686945
Assinar:
Postagens (Atom)


